A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos Guias, Mentores e Protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

Seguidores do Blog Espiritualidade e Umbanda

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Reforma Moral

      

A questão 895 de O Livro dos Espíritos, no capítulo que trata da Perfeição Moral, Allan Kardec indaga: "Postos de lado os defeitos e os vícios acerca dos quais ninguém se pode equivocar, qual o sinal mais característico da imperfeição?" Ao que os Espíritos Superiores respondem: "O interesse pessoal. (...) O apego às coisas materiais constitui sinal notório de inferioridade, porque, quanto mais se aferrar aos bens deste mundo, tanto menos compreende o homem o seu destino. Pelo desinteresse, ao contrário, demonstra que encara de um ponto mais elevado o futuro."

Dependendo do ponto de vista que tem a respeito da própria vida, o homem pode tomar atitudes diversas: se tem dúvidas com relação à sua condição de Espírito imortal, que continuará a existir e a progredir depois da morte do corpo físico, ele se apega aos valores materiais, que são temporários; se, ao contrário, está convicto da sua imortalidade, ele administrará os bens materiais como quem está com a responsabilidade de cuidar de algo por tempo determinado, findo o qual deixará na matéria o que é da matéria, prestando contas da sua administração, e conquistando valores espirituais, estes sim permanentes, que decorrem do respeito e do amor ao próximo que pratica.

O excessivo apego às coisas materiais leva o homem ao cultivo do orgulho e do egoísmo e, por conseqüência, a toda desagregação social que ambos provocam. E quando isto ocorre, esse homem busca, inquieto, soluções as mais diversas, apelando para reformas sociais, reformas econômicas ou reformas políticas, muito válidas, sem dúvida, mas que por si não são suficientes para eliminar suas angústias.

Uma única reforma, se faz necessária, que está na base de todas as demais: é a reforma moral do ser humano, a qual consiste em substituir o orgulho pela humildade e o egoísmo pela fraternidade. Esta reforma será sempre mais consistente quanto mais convicto estiver o ser humano de sua imortalidade.

Com esta transformação moral constrói-se uma paz duradoura para toda a Humanidade, evita-se a guerra entre seres e nações, elimina-se a miséria e a ignorância no mundo e distribuem-se com equanimidade os valores econômicos entre todos os seus habitantes. Isto porque não se pode pretender uma sociedade justa constituída por seres injustos, nem, tampouco, uma sociedade fraterna e solidária constituída por seres violentos.

Analisando as conseqüências decorrentes da convicção que a Doutrina Espírita nos traz – de que somos Espíritos imortais em constante processo de evolução; já existíamos antes de nascer e vamos continuar a existir depois da morte do corpo físico; temos um claro objetivo a alcançar que é o nosso aprimoramento intelectual e moral, como Espírito encarnado ou desencarnado –, Allan Kardec não teve dúvidas em afirmar: "O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza." (O Livro dos Espíritos, q. 918; O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 3.)

E Jesus, depois de nos alertar para não andarmos muito cuidadosos com as coisas da matéria, já nos ensinava no seu Evangelho: "Buscai primeiramente o Reino de Deus e a sua Justiça e todas essas coisas vos serão dadas de acréscimo." (Mateus, 6:33.)

Fonte: Revista Reformador Out/05

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

A UMBANDA E O EVANGELHO DE JESUS

A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos guias e protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

A Umbanda convida o homem a se transformar. Assim sendo, o consulente recebe esclarecimento sobre sua real condição de espírito imortal, ou seja, é levado a entender que é o único responsável pelas próprias escolhas, e que deve procurar progredir na escala evolutiva da vida, superando a si mesmo. Mas para transformar- se é preciso estar pronto para compreender as energias que serão manipuladas, porque elas trabalham com o ritmo interno. Ouvir a intuição é, portanto, ouvir a si próprio; é saber utilizar os recursos necessários que estão disponíveis para efetuar a mudança do estado de consciência.

Por isso, transformar significa reverter o apego em desapego, as faltas em fartura, a ingratidão e o ressentimento em perdão.. É não revidar o mal, mas sempre praticar o bem.

Dar sem esperar reconhecimento ou gratidão. A beleza da vida está justamente na “individualidade” , no ser único, criado por Deus para amar. E este ser único está ligado à coletividade pelos laços do coração e da evolução, a fim de aprender a compartilhar, respeitar, educar e ser feliz.

Somos o somatório dos nossos atos de ontem: por ter cometido inúmeros excessos, estamos conhecendo a escassez, ou melhor, sempre atuamos à margem, não conseguindo nos equilibrar no caminho reto, pois o processo de evolução é lento, não dá saltos, respeita o livre arbítrio, o grau de consciência e o merecimento de cada um.

A Umbanda pratica o Jesus consolador, e, silenciosamente, vai evangelizando pelo Brasil afora, levando Suas máximas: “A água mais límpida é a que corre no centro do rio, pois as margens sempre contêm impurezas”. “Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, porque o amanhã cuidará de si mesmo”, pois Ele nos envia o Seu amor incondicional, que não impõe condições, porque não julga, não cobra, apenas Se doa e espera pelo nosso despertar para as verdades espirituais, para o homem de bem que existe dentro de cada um de nós.

Quando Jesus se aproximou de João Batista, que, com os joelhos encobertos pela água do Rio Jordão, mais uma vez falava do Messias, ao olharem-se um ao outro, uma força poderosa instalou-se sobre todos os circunstantes. Jesus então aproximou-Se de João Batista, e este ajoelhou-se aos pés do cordeiro de Cristo. Mansamente Ele o levantou e agachou-Se sinalizando para que João O batizasse. Nesse instante único, vibraram intensamente sobre Jesus, no centro do seu chacra coronário, o Cristo Cósmico e todos os Orixás. Foi preciso que o Messias fosse “iniciado” por um mestre do amor na Terra, para que se completasse Sua união com o Pai, e ambos fossem um. Esse é um dos quadros históricos mais expressivos e simbólicos que avalizam os amacis na Umbanda.

Texto extraído do livro “Umbanda Pé no Chão – Um guia de estudos orientados pelo espírito Ramatís ( Editora Conhecimento) - recebido por e-mail enviado em 18/03/2009 por Mãe Vanessa Cabral - Dirigente do Templo Universalista Pena Branca (Filiada da T.U.Caboclo Pery)