A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos Guias, Mentores e Protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A Dedicação do Médium de Umbanda



Irmãos, a Umbanda tem em seu mais profundo cerne a prática da caridade pura, o amor incondicional, a paz e a humildade. Ela também se propõe a produzir, pela modificação vibracional ou fluídica (conhecida popularmente como “magia”), modificações que permitam a melhoria de vida do ser humano. Através da caridade e dedicação espiritual o médium Umbandista vai adquirindo elevação e consciência do valor de seu domínio mediúnico como forma de comunicação com seres superiores, de outras esferas. As incorporações, os passes e descarregos feitos na Umbanda formam o conjunto de afazeres espirituais do dia a dia do médium. PORTANTO, O MÉDIUM É PATRIMÔNIO MAIOR DESTA MARAVILHOSA RELIGIÃO QUE É A UMBANDA. Acontece que a mediunidade é uma faculdade e como toda faculdade psíquica precisa ser aprimorada e disciplinada. Na Umbanda, alguns critérios devem ser sempre observados: Quando um médium entra em trabalho, ele estabelece uma espécie de ligação com a espiritualidade. Esta ligação gera uma constante descarga fluídica no sistema nervoso do médium. Por este motivo é importante a disciplina da mediunidade.

O médium precisa aprender a fazer e desfazer esta ligação para evitar o desgaste do sistema nervoso. Médiuns faltosos, ausentes das sessões de desenvolvimento, doutrinas, sessões de descarrego e passes estão sujeitos a sofrer as conseqüências destes transtornos fluídicos como debilidade do sistema nervoso e patologias degenerativas. DISCIPLINA SE TORNA PALAVRA CHAVE, BEM COMO OBEDIÊNCIA E RESPEITO.

As facilidades do estabelecimento do contato mediúnico resulta do aprendizado moral e de um conjunto de pontos que alicerçam os degraus da evolução. Conselhos para os Médiuns CONSERVE SUA SAÚDE PSÍQUICA, VIGIANDO SEU ASPECTO MORAL

 1- Não alimente vibrações negativas de ódio, rancor, inveja, ciúme, etc.;

 2- Não fale mal de ninguém, pois não é juiz, e via de regra, não se pode chegar às causas pelo aspecto grosseiro dos efeitos;

3- Não julgue que o seu guia ou protetor é o mais forte, o mais sabido, mais, muito mais do que o de seu irmão, aparelho também;

 4- Não viva querendo impor seus dons mediúnicos, comentando, insistentemente, os feitos do seu guia ou protetor. Tudo isso pode ser bem problemático e não se esqueça de que você pode ser testado por outrem e toda a sua conversa vaidosa ruir fragorosamente. Dê paz ao seu protetor no astral, deixando de falar tanto no seu nome. Assim você está se fanatizando e aborrecendo a Entidade pois, fique sabendo, ele, o Protetor, se tiver mesmo “ordens e direito de trabalho” sobre você, tem ordens amplas e pode discipliná-lo, cassando-lhe as ligações mediúnicas;

5- Quando for para a sua sessão, não vá aborrecido e quando lá chegar, não procure conversas fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de fé, de paz e, sobretudo, de caridade pura para com o próximo, entre em sintonia com o astral firmando as ligações com as entidades da sua coroa. NÃO MANTENHA CONVIVÊNCIA COM PESSOAS MÁS, INVEJOSAS, MALDIZENTES, ETC. Isso é importante para o equilíbrio de sua aura e dos seus próprios pensamentos.

1- Faça todo o bem que puder, sem visar recompensa ou agradecimentos;

2- Tenha ânimo forte, através de qualquer prova ou sofrimento, confie e espere;

3- Faça recolhimentos diários, a fim de meditar sobre suas ações;

4- Não conte seus “segredos” a ninguém, pois sua consciência é o templo onde deverá levá-los à análise;

5- Não tema a ninguém, pois o medo é uma prova de que está em débito com sua consciência;

6- Lembre-se de que todos nós erramos, pois o erro é humano e fator ligado à dor, ao sofrimento e conseqüentemente, às lições com suas experiências. Sem dor, lições, experiência, não há carma, não há humanização nem polimento íntimo, o importante é que não erre mais, ou melhor, que não caia nos mesmos erros. Passe uma esponja no passado, erga a cabeça e procure a senda da reabilitação: para isso, “mate” a sua vaidade e não se importe, de maneira alguma, com o que os outros disserem ou pensarem a seu respeito. Faça tudo para ser tolerante, compreensivo, humilde, pois assim só poderão dizer boas coisas de você. ZELE POR SUA SAÚDE FÍSICA COM UMA ALIMENTAÇÃO RACIONAL E EQUILIBRADA

1- Não abuse de carnes vermelhas, fumo, álcool ou quaisquer excitantes;

2- No dia da sessão, não coma carne, álcool ou qualquer excitante.

 3- De véspera e após a sessão, evite manter contato sexual; O ato sexual promove grande escape de energia através do chakra genésico e conseqüentemente uma grande baixa energética na aura. Vale lembrar também que a troca de fluidos corporais também traz em si uma imensa carga energética que pode não ser benéfica.

 4- Todo mês deve escolher um dia para ficar em contato com a natureza, especialmente uma mata, uma cachoeira, um jardim silencioso, etc. Ali deve ficar lendo ou meditando, pois assim ficará a sós com sua própria consciência, fazendo revisão de tudo que lhe pareça ter sido positivo ou não, em sua vida material, sentimental e espiritual.

Por Nino Denani

domingo, 30 de junho de 2013

Orixás Brigam Pela Nossa Coroa?




Olá a todos, mais uma vez estamos aqui prestando nossa contribuição para divulgarmos o lado sagrado da Umbanda que tanto amamos. Hoje abordaremos um esclarecimento sobre algo que comumente escutamos em determinados terreiros por parte de seus dirigentes quando estão fazendo um atendimento com o consulente dizem:

“FILHO, ORIXÁ TAL ESTÁ BRIGANDO COM ORIXÁ TAL PELA SUA COROA.”

Será que isso é verdadeiro?

Quando estudamos a Teologia de Umbanda aprendemos que Orixá que significa “senhores do alto ou ainda senhores da luz” são qualidades de Deus. Nós temos Orixás que regem: a fé, o amor, o conhecimento, a justiça, a lei, a evolução e a geração na vida dos seres, qualidades estas ligadas diretamente a Nosso Pai Olorum (Deus).

Se entendermos que Deus é a perfeição suprema, como podemos admitir que tenha lógica que determinado Orixá esta brigando pela nossa coroa?Isso nos mostra uma falha que não existe em Deus e que não pode ser aceita de forma racional. Irmãos e irmãs, muitos pela falta de informação “dizem a verdade que lhes cai bem” porém que somente sobrevive no meio humano, pois não tem um lado divino ou seja, não tem fundamento.Quando estudamos os planos da vida, ou planos da criação verificamos a perfeição de Deus no que tange o momento exato que adentramos na vibração do planeta e a fatoração de nossos Pais e Mães Orixás.

Orixá é sagrado, é amor, é luz, não se pode hoje dentro da Umbanda acreditar que os mesmos brigariam pela coroa de um filho, mostrando assim uma falha gravíssima na criação. Alegarmos tal anátema é abrir uma comparação infeliz na perfeição divina. Muitos sacerdotes mal informados e alimentados por fantasias, ainda pregam este absurdo o que mostra uma deficiência imensa em nossa religião criando mitos e dogmas desnecessários. É preciso conduzir nossa religião com bom senso antes de qualquer prática! Orixá tem fundamento, tem força e tem luz, pois são qualidades de Deus e não ficam por ai disputando esta ou aquela cabeça!

Conheça mais sua religião, estudando obras sérias, questionando seus guias e acima de tudo conhecendo o fundamento sagrado da Umbanda. Encerro por aqui nossa reflexão semanal deixando um pensamento do Paulo de Tarso: “Tudo me é lícito, porém nem tudo me convém…”

Reflita e viva a Umbanda com alegria, amor e paz… Na luz dos Orixás!

Com meu abraço fraternal,

Géro Maita.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Castigo dos Orixás II



Depois de desmembrar um pouco da minha teoria sobre os Orixás, e de ter realizado uma pequena introdução naquilo que chamam de castigo, tentarei elucidar um pouco mais do conceito que eu tenho através da minha convivência em pouco tempo dentro da religião.

Eu sou um adepto à “Lei da Causa e Efeito”, ainda assim, prefiro me relacionar a isso com o Digníssimo Tranca-Ruas das Almas, “Toda escolha, tem a sua conseqüência, você é ou tem de acordo com suas próprias opções do passado que resultaram no seu presente e influenciarão também no seu futuro”.

Com isso, além de afirmar o fato da Justiça de Deus, porque se Deus é justo, consequentemente cada um tem o que merece.

Agora dirigindo-me ao escopo da conversa, normalmente costumo “fugir” um pouco do escopo, mas ainda estou aprendendo a fazer redações (risos), a grande pergunta que me fazem é se o Orixá pune.


Partindo do princípio antropomorfista, explanado na primeira parte desse post, é muito fácil dizermos que sim, porque o orixá também é passível de paixões, logo, a sua fúria recai sobre seu filho, mas partindo de um princípio que o orixá é uma vibração, um impulso magnético relacionado à Força Criadora, fica um pouco mais complicado realizar essa explicação, mas tentarei:

Todo orixá tem o seu pólo positivo e negativo, partindo do princípio que é uma energia, então sabemos, por exemplo, que Ogum é aquele que nos impulsiona às batalhas, à guerra, dos dá ânimo para transpor obstáculos, quando essa energia de Ogum está em seu pólo negativo, compreende-se que a pessoa sob influência dessa energia fará tudo o contrário, será um covarde, um preguiçoso, entre outros adjetivos pejorativos.

Muito se fala, por exemplo, quando uma filha de Oxum não está bem no amor, é castigo do orixá ou que sua Oxum não está “positivada”. A afirmação sobre castigo pra mim é totalmente dubitável, agora a afirmação sobre a Oxum estar “positivada” tem aí uma dose de verdade.

O que ocorre é que aquela vibração, aquele energia de Oxum, por algum desvio de percurso, problema ou formas-pensamento problemáticas, vai “desgastando” essa energia fazendo com que o pólo negativo predomine, sendo assim, o mensageiro do Orixá, que para mim é o Exú, tem que advertir ao seu filho de alguma forma para que ele vá procurar um meio de “positivar” essa energia, é onde ocorrem as “cobranças” do orixá, o exu sendo o pólo negativo dessa vibração, vai justamente “cobrar” onde afeta mais o filho, no caso de Oxum, o amor, por exemplo.

Infelizmente ainda estamos em um grau evolutivo onde às vezes palavras não nos bastam, é necessário sentir na pele a dor para fixá-la em nosso consciente e lembrar que por aquele caminho, podemos nos ferir gravemente, o mesmo, em minha opinião, ocorre com o mundo espiritual, quando você começa a destoar o seu verdadeiro caminho, ignorando a sua vibração nativa, é necessário um chacoalho para que você volte a andar nos trilhos, é aí onde, na minha opinião e no que me foi ensinado, o exu atua. Portanto, primeiramente o castigo não é devido a motivos passionais, mesmo porque não é um castigo, como o médium esgota de várias maneiras essa energia vibracional do qual ele foi envolto, é necessário que o mensageiro (pólo negativo) dessa força entre em ação para que nos “acorde” e nos faça rumar ao caminho certo.

Neófito da Luz

O Castigo dos Orixás


Muitos terreiros umbandistas costumam trabalhar com o medo do médium, muito se fala sobre o castigo que você terá se abandonar a casa, outros nomes são por demais utilizados como peia, cobrança, castigo, porrete, sacudida e mais uma série de conotações que simbolizam a fúria do Orixá perante o filho.

Para começo de assunto, isso é um culto ao antropomorfismo, isso é cultuado desde tempos remotos, o fenômeno antropomorfista se dá ao fato de atrelar sentimentos, qualidades terrenas a Deuses, como ocorria com os Deuses do Olimpo ou até mesmo com os Deuses do Egito, onde era obrigatória a oferenda para os mesmos para que eles não punissem o povo com a fome, com a seca, entre outros meios que poderiam prejudicar a ascensão do Povo egípcio.

Bom, o antropomorfismo é cultuado até os dias de hoje.

Um tema muito polêmico entre o panteão umbandista é a “quizila” entre Ogum e Xangô, de acordo com a mitologia, a lenda umbandista, Xangô roubou as mulheres de Ogum.

Muitas das lendas são crendices populares e vale salientar que sua veracidade é questionável, há também o fato das lendas terem sido criadas para explanar de uma forma mais inteligível, o poder dos Orixás, sua ligação com o meio, como ocorria em alguns teatros no Antigo Egito, que era para instruir de uma forma mais didática o poder dos Deuses e outras características. É claro, que dentro disso, os Grandes Sacerdotes de Mistérios sabiam que essa fúria dos Deuses, nada mais era que um meio didático de instruir certas características energéticas ao povo, é muito mais fácil ilustrarmos uma idéia de um modo mais compreensível a nós terrícolas através de teatros e formas que podemos conceber, a explicar de forma Cósmica a pessoas que ainda estão presas em um orbe mais atrasado, mas sem fugir do escopo, prosseguiremos com o assunto.

Só gostaria de fazer uma ressalva, que além do fato de eu não ser adepto ao antropomorfismo, sou totalmente contra a teoria que os Orixás já encarnaram na Terra e se encantaram, como diz a lenda do Candomblé, não consigo conceber que vibrações tão sutis já estiveram presentes em um orbe tão atrasado como o nosso. Enfim…

Uma quizila muito conhecida no panteão umbandista, é claro, na Umbanda de hoje, porque Obaluaiê apareceu na Umbanda após a mistura criada por nós humanos, o famoso umbandomblé ou umbanda traçada, como chamada por muitos, que infelizmente herdou toda essa característica do candomblé, mas vamos adiante:

Obaluaiê tem quizila com Xangô, muitos coíbem filhos de Xangô de irem a cemitérios e filhos de Obaluaiê de tomarem banho nas cachoeiras por provocar a fúria do Orixá. Há também uma lenda que especifica que filhos de Xangô são abandonados no momento de sua morte, por Xangô temer a morte. Mas sejamos racionais, caros leitores, vamos tentar compreender dentro de um ponto de vista mais lógico, não vamos personificar os Orixás, vamos considerá-los vibração.

Xangô carrega a vibração da Justiça Kármica, a Vida, Obaluaiê carrega a vibração da Morte, a Transmutação, a morte de antigas atitudes ao nascimento de novas atitudes, ele é a “personificação” transmutadora, por isso, vamos dizer que é a Morte. Ambos sabemos que a Vida e a Morte são energias antagônicas, uma leva a outra, é fato, mas são energias antagônicas, fico aqui pensando se os Antigos Sábios já não sabiam disso e tentaram explicar esse processo de uma forma mais básica, explicar isso de uma forma que entendemos mais facilmente, uma briga entre eles.

Sim, já especifiquei meu ponto de vista quanto ao antropomorfismo, acho que essa atribuição das características foi para dar maior vivacidade e maior didática ao Panteão Afro, uma forma de elucidar a característica do Deus em relação ao próprio arquétipo do Filho, podem perceber que o filho leva a característica do Orixá, logo… O Orixá também é assim, segundo essa teoria.

Agora vamos lá, espero que tenha ficado bem claro, que de acordo do meu ponto de vista, Orixás são vibrações, não possuem as limitações que nós do orbe terrestre possuímos, acima de tudo, por serem vibrações, estão acima do Bem e do Mal, isento de sentimentos, com isso, vamos raciocinar:

Como uma Luz, um desprendimento da Vibração Divina, pode ter ira? Pode estar colérico com o Filho e com isso, castigá-lo, obrigá-lo a ficar em um local que no momento não é a preferência dele? Mas que Luz tão severa é essa que não compreende a nossa limitada ignorância? Orixá realmente castiga ou isso é superstição carregada pelos babalaôs e que transitam de geração em geração?

Por isso eu não acredito e nada me faz crer que somos castigados por guias e Orixás, é muito mais fácil aos sacerdotes explicarem dessa forma, a darem todo o contexto do que realmente pode ocorrer, mas que infelizmente fogem do conhecimento, porque muitos ainda se prendem a estudos de vícios e o culto ao primitivismo; Existem também os dirigentes de livrinho, lêem meia dúzia de livros e abrem suas casas.

Não estou dizendo que sou portador da Verdade Absoluta, mas gosto de pensar e repensar conceitos, gosto de colocá-los em prática e não gosto de seguir fundamentos das quais as explicações são fúteis “Porque sim” ou “Porque não”, ou o pior de todos eles “Você ainda não está preparado para saber”.

O que iremos estudar e conto com a cooperação de todos para opinar, é a energia negativa que cada vibração traz, como somos duais e toda energia é dual para manter o equilíbrio, então toda energia com polaridade negativa e positiva, e é claro, que a vibração dos Orixás não fugiria da Lei Universal. Ocorre assim algumas situações para que o filho desperte, se desprenda do caminho errado do qual ele está seguindo.

Por que será que geralmente os filhos de Obaluaê ou aqueles filhos que estão sob a regência do mesmo, sofrem algumas enfermidades ou geralmente os filhos de Ogum, perdem suas mulheres, dinheiro ou até mesmo sofrem de doenças de falta de ferro, por exemplo?

Não vejo Orixás como seres e sim como vibrações.

Retirado do site http://umbandadochico.wordpress.com
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A UMBANDA E O EVANGELHO DE JESUS

A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos guias e protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

A Umbanda convida o homem a se transformar. Assim sendo, o consulente recebe esclarecimento sobre sua real condição de espírito imortal, ou seja, é levado a entender que é o único responsável pelas próprias escolhas, e que deve procurar progredir na escala evolutiva da vida, superando a si mesmo. Mas para transformar- se é preciso estar pronto para compreender as energias que serão manipuladas, porque elas trabalham com o ritmo interno. Ouvir a intuição é, portanto, ouvir a si próprio; é saber utilizar os recursos necessários que estão disponíveis para efetuar a mudança do estado de consciência.

Por isso, transformar significa reverter o apego em desapego, as faltas em fartura, a ingratidão e o ressentimento em perdão.. É não revidar o mal, mas sempre praticar o bem.

Dar sem esperar reconhecimento ou gratidão. A beleza da vida está justamente na “individualidade” , no ser único, criado por Deus para amar. E este ser único está ligado à coletividade pelos laços do coração e da evolução, a fim de aprender a compartilhar, respeitar, educar e ser feliz.

Somos o somatório dos nossos atos de ontem: por ter cometido inúmeros excessos, estamos conhecendo a escassez, ou melhor, sempre atuamos à margem, não conseguindo nos equilibrar no caminho reto, pois o processo de evolução é lento, não dá saltos, respeita o livre arbítrio, o grau de consciência e o merecimento de cada um.

A Umbanda pratica o Jesus consolador, e, silenciosamente, vai evangelizando pelo Brasil afora, levando Suas máximas: “A água mais límpida é a que corre no centro do rio, pois as margens sempre contêm impurezas”. “Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, porque o amanhã cuidará de si mesmo”, pois Ele nos envia o Seu amor incondicional, que não impõe condições, porque não julga, não cobra, apenas Se doa e espera pelo nosso despertar para as verdades espirituais, para o homem de bem que existe dentro de cada um de nós.

Quando Jesus se aproximou de João Batista, que, com os joelhos encobertos pela água do Rio Jordão, mais uma vez falava do Messias, ao olharem-se um ao outro, uma força poderosa instalou-se sobre todos os circunstantes. Jesus então aproximou-Se de João Batista, e este ajoelhou-se aos pés do cordeiro de Cristo. Mansamente Ele o levantou e agachou-Se sinalizando para que João O batizasse. Nesse instante único, vibraram intensamente sobre Jesus, no centro do seu chacra coronário, o Cristo Cósmico e todos os Orixás. Foi preciso que o Messias fosse “iniciado” por um mestre do amor na Terra, para que se completasse Sua união com o Pai, e ambos fossem um. Esse é um dos quadros históricos mais expressivos e simbólicos que avalizam os amacis na Umbanda.

Texto extraído do livro “Umbanda Pé no Chão – Um guia de estudos orientados pelo espírito Ramatís ( Editora Conhecimento) - recebido por e-mail enviado em 18/03/2009 por Mãe Vanessa Cabral - Dirigente do Templo Universalista Pena Branca (Filiada da T.U.Caboclo Pery)