A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos Guias, Mentores e Protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Terreiro Forte é o que Promete ou o que Ensina?



Costumamos atender muitas pessoas nas giras abertas a assistência que reclamam desta ou daquela casa, por diversos motivos, dentre eles que "terreiro tal, prometeu e não vi mudar nada em minha vida".

Partindo deste principio vemos realmente hoje no cenário Umbandista, casas que "levam" o nome da Umbanda, mas não praticam a doutrina de Umbanda. Quando consultamos a palavra doutrina vemos que a mesma se refere ao "ensinar" e não ao "prometer", pois compreendemos que a transformação sempre parte de dentro para fora de todo ser que se preocupe em fazer sua reforma interior.

Não podemos encarar uma casa de caridade Umbandista como um depósito de erros cometidos por nós mesmos e esperar somente que se faça um milagre e todas as besteiras que fizemos em vida sejam apagadas com uma borracha espiritual pelos guias que la militam na força de Aruanda. Sinto em dizer, mas se você vai a um centro que promete isso, você não está frequentando a Umbanda anunciada a mais de 100 anos pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas onde o mesmo deixou claro que " UMBANDA É A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO PARA A CARIDADE".

Os erros criados por "NÓS" devem ser corrigidos por "NÓS MESMOS" não existe fórmula mágica da espiritualidade para encobrir nossas responsabilidades.

A casa que professa a PROMESSA ao invés de promover a RENOVAÇÃO brinca com a fé alheia e foge ao código do BOM SENSO que deve haver em toda instituição religiosa.

Evoluímos a partir do momento que reconhecemos nossas falhas e sentimos a necessidade de mudança, a função de um guia é nos orientar e não abraçar nossa causa prometendo resolver fácil isso ou aquilo.

JESUS nosso MESTRE em sua história nunca resolveu sem antes perguntar: "VOCÊ DESEJA?" e nunca carregou méritos de seus feitos sempre atribuindo os mesmos a FÉ que cada ser tem dentro de si.

FÉ, éééé! Realmente isso falta em algumas pessoas que frequentam as casas sérias de Umbanda, pois sempre por instinto tendemos a procurar as coisas mais fáceis e nesta procura nos esquecemos do "A CADA UM SEGUNDO SUAS OBRAS".

Saibamos enxergar em um terreiro de Umbanda uma "escola" onde aprendemos a ser seres humanos melhores e não um depósito de reclamações, pedidos absurdos criados pela nossa incredulidade não em Deus, não nos Orixás, mas EM NÓS MESMOS.

Lembrando as palavras do CABOCLO MIRIM "Umbanda é coisa séria, pra gente séria!" E isso se aplica para os dois lados, de quem atende e de quem deseja obter algo!

Esperamos ter colaborado com um pouco de entendimento para todos e desejamos encerrar com as palavras do APÓSTOLO PEDRO.

"Toda carne é como a erva,
e toda glória do homem como a flor da erva.
Secou-se a erva, caiu-se a sua flor.
Mas a palavra do Senhor, permanece para sempre
Desejai como meninos,
novamente nascidos, o leite racional,
não falsificado, para que por eles vades crescendo..."
Pedro, 1;25 - 2;2


Texto Inspirado mediunicamente pelo Sr. Caboclo Urubatã
Recebido por GÉRO MAITA

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

“UM com a BANDA"



UM com a BANDA", religião que renasce em terras brasileiras numa tentativa que a espiritualidade faz de “reunificar” os ensinamentos sagrados que se fragmentaram através dos tempos. É o resgate da magia dos grandes mestres ancestrais que nela se apresentam na simplicidade dos espíritos guias e protetores, usando a mediunidade dos encarnados com o objetivo de alentar, ensinar e socorrer os espíritos residentes no planeta Terra, no plano físico e astral, enfraquecendo assim as forças trevosas, visando à melhoria da vibração e à evolução dos seres.”

“Todas as religiões foram criadas com o objetivo de auxiliar na evolução da humanidade, mas a maioria delas se perdeu no caminho do materialismo, graças ao orgulho dos homens. É o “religare” que tenta subsistir no tempo. A Umbanda, por ser universalista, abrangente e não dogmática, caracterizada pela simplicidade nas formas de apresentação, e tendo como ferramenta o mediunismo herdado principalmente por aqueles que precisam consertar erros pretéritos dentro da magia, torna-se ferramenta útil e apta à necessidade presente no planeta. E, justamente porque as religiões se perderam no caminho tornando-se elitizadas e dogmáticas, então num esforço supremo, as hostes de luz, os grandes magos brancos, orientados pelos orixás, fizeram descer às terras do Cruzeiro a orientação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, desmistificando os “mistérios” que envolviam até então as religiões existentes e deturpadas. A Umbanda veio de modo simples para alcançar os corações dos simples, dando-lhes oportunidade de religação com o Criador. Porém, a Umbanda não é mais que ninguém; é apenas um caminho. Tudo evolui, sempre. Nada está estagnado no universo. A Umbanda é regida e dirigida do Alto por espíritos luminares, sob o comando direto dos orixás, que são as emanações do próprio Criador. Justamente por se apresentar aqui na Terra de modo tão simples, é que demonstra sua evolução, tentando assim sustentar a verdade que os homens insistem em desaprender: o orgulho e o materialismo são as vendas que os impedem de enxergar a luz. Entretanto, é necessário que os filhos que labutam dentro da Umbanda não se esqueçam que a evolução é contínua. Por isso, se fazem necessários a busca diária de aprendizado e crescimento.”

“Evolução é a linha reta que iniciamos lá atrás, quando ainda em outros reinos. É a sucessão de erros e acertos que nos leva ao aprendizado, senão pelo amor, mas pelo burilamento da dor. É a nossa passagem por todos os estágios necessários, deles saindo sempre melhores em algo e, assim, melhorando o mundo ao nosso redor.”

“Para ser um bom umbandista, um bom católico, um evangélico ou qualquer outro religioso, é preciso cumprir as obrigações e seguir os ensinamentos de sua religião. E todas ensinam a Lei do Amor. Os títulos que o seguidor vai adquirir dentro da Umbanda devem servir apenas para organizar e dinamizar as atividades do local, nunca para engrandecer a ninguém. Como diz o ditado popular, quanto maior a altura maior o tombo. Os mais endividados diante das leis é que precisam de fardo maior para carregar.”
“A Umbanda é uma só. UM com a BANDA! A diversidade de culto varia de acordo com as tendências dos filhos que trabalham e dirigem o templo, advindos de outras religiões e que inevitavelmente trazem consigo e introduzem ali seus aprendizados e preferências. Isso não diminui o mérito da caridade realizada através dos aparelhos mediúnicos, desde que essa diversidade não venha a ferir o respeito, a ordem e principalmente a Lei da Criação, em que se deve priorizar sempre e somente o “bem” de todos os seres vivos e da própria natureza. E quando isso não existir no culto, que seja dado a ele qualquer outro nome, menos Umbanda. A MELHOR PRÁTICA DE UMBANDA, O MELHOR TEMPLO É ONDE A LUZ, E SOMENTE A LUZ, COMANDA.”
“A Umbanda veio mesmo para alentar os desvalidos, e faz isso de maneira simples por meio da benzedura do preto velho, da chamada à razão do caboclo e da alegria das crianças, que procuram a pureza ainda existente no âmago de todos os filhos da Terra. A melhor postura seria a conscientização de ambas as partes, dos que trabalham na umbanda e dos que se beneficiam dela, no sentido de buscarem ali a sua evolução, a sua religação com o Todo. Porém, cada um tem sua maneira de buscar isso, e muitos como não aprenderam a evitar a doença, ainda precisam do remédio para curá-la. Cada coisa a seu tempo! A Umbanda não faz milagres, faz caridade dentro do merecimento de cada um.”

“Ninguém tem o poder de mudar o outro, mas pode e deve mudar a si próprio e que a mudança seja sempre para melhor. Mas a melhor maneira de ensinar é o exemplo. O dia quando nasce nos fornece nova chance, e quando termina leva com ele aquilo que fizemos, irreversivelmente. Por isso, a encarnação é oportunidade ímpar de reajuste íntimo na escola evolutiva. Quanto mais cedo se aperfeiçoarem, mais cedo sairão da roda reencarnatória. Mas enquanto nela estiverem, abençoem o corpo físico que lhes permite adquirir novos aprendizados e ao mesmo tempo drenar os desajustes cármicos do corpo espiritual.”

“Quanto ao chamado “fim dos tempos”, sabemos que a vida criada por Deus não tem fim, portanto, não há o que temermos em relação àquilo que nada mais é do que “acontecimentos necessários à evolução” dos mundos. Sempre houve e sempre haverá, em todos os globos, reestruturação e transformações na matéria de acordo com aquilo que foi semeado por seus habitantes. De quando em quando, um planeta que se encontra saturado precisa desafogar e limpar a casa, a fim de que os novos habitantes possam sobreviver nele. Consequentemente os velhos e viciados serão transferidos para locais a eles adequados. Nosso planeta está estremecendo, saturado com as energias densas que seus habitantes deseducados insistem em emanar no seu éter, somado ao lixo que acumulam na matéria, destruindo toda a natureza. Tudo é questão de plantio e colheita, e quem planta ventos... Não há o que temer em relação à vida, mas há o que se mudar em relação à hábitos, pensamentos e sentimentos. O poder tão cobiçado pelos homens, pelo qual guerreiam e se corrompem, fica tão efêmero e nulo diante das forças revoltas da natureza, mas, mesmo assim, sofrendo as catástrofes, eles continuam cegos e brigões. Haverá mudanças cada vez maiores e urge aos homens mudarem também, a fim de que possam aproveitar a bonanza que se dará após o temporal com a casa limpa outra vez. E haverá paz para quem promoveu a paz. Não haverá fim de mundo, mas fim de um tempo ruim para iniciar um novo tempo, uma nova consciência, e isso já está se dando entre dores e tremores. Porém, importa agora não pararmos o trabalho, preocupados com o futuro, mas intensificar os esforços para renovar as esperanças e acalmar as dores que sofrem atualmente. Esta é a nossa tarefa, pois somos os trabalhadores da última hora.”

Pelo Espírito Vovó Benta - Extraído do Livro “Enquanto dormes” psicografado por Leni W. Saviscki - Editora do Conhecimento)

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Mensagem de Pai João de Aruanda



Sou preto. Negro como a noite sem estrelas.

Sou velho. Velho como as vidas de meus irmãos.

Mas se sou ainda negro, é porque trago em mim as marcas do tempo, as marcas do Cristo. Essas marcas são as estrelas de minha alma, de minha vida.

Sou negro. Mas a brancura do linho se estampa na simplicidade do meu olhar, que tenta ver apenas o lado bonito da vida.

Sou velho, sim. Mas é na experiência da vida que se adquire a verdadeira sabedoria, aquela que vem do Alto. Sou velho. Velho no falar; velho na mensagem, velho nas tentativas de acertar.

A minha força, eu a construí na vida, na dor, no sofrimento. Não no sofrimento como alguns entendem, mas naquele decorrente das lutas, das dificuldades do caminho, da força empreendida na subida.

A força da vida se estrutura nas vivências. É à medida que construímos nossa experiência que essa força se apodera de nós, nos envolve e nós então nos saturamos dela. É a força e a coragem de ser você mesmo, do não se acovardar diante das lutas, de continuar tentando.

Sou forte.

Mas quando me deixo encher de pretensões, então eu descubro que sou fraco. Quando aprendo a sair de mim mesmo e ir em direção ao próximo, aí eu sei que me fortaleço.

Sou andarilho.

Eu sou preto, sou velho, sou humano. Mas sou humano sem Sou como você, sou espírito. Sou errante, aprendiz de mim mesmo.

Na estrada da vida, aprendi que até hoje, e possivelmente para sempre, serei apenas o aprendiz da vida.

Pelas estradas da vida eu corro, eu ando.

Tudo isso para aprender que, como você, eu sou um cidadão do universo, viajor do mundo. Sou um semeador da paz.
Sou preto, sou velho, sou espírito.

Do livro SABEDORIA DE PRETO VELHO – Robson Pinheiro
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A UMBANDA E O EVANGELHO DE JESUS

A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos guias e protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

A Umbanda convida o homem a se transformar. Assim sendo, o consulente recebe esclarecimento sobre sua real condição de espírito imortal, ou seja, é levado a entender que é o único responsável pelas próprias escolhas, e que deve procurar progredir na escala evolutiva da vida, superando a si mesmo. Mas para transformar- se é preciso estar pronto para compreender as energias que serão manipuladas, porque elas trabalham com o ritmo interno. Ouvir a intuição é, portanto, ouvir a si próprio; é saber utilizar os recursos necessários que estão disponíveis para efetuar a mudança do estado de consciência.

Por isso, transformar significa reverter o apego em desapego, as faltas em fartura, a ingratidão e o ressentimento em perdão.. É não revidar o mal, mas sempre praticar o bem.

Dar sem esperar reconhecimento ou gratidão. A beleza da vida está justamente na “individualidade” , no ser único, criado por Deus para amar. E este ser único está ligado à coletividade pelos laços do coração e da evolução, a fim de aprender a compartilhar, respeitar, educar e ser feliz.

Somos o somatório dos nossos atos de ontem: por ter cometido inúmeros excessos, estamos conhecendo a escassez, ou melhor, sempre atuamos à margem, não conseguindo nos equilibrar no caminho reto, pois o processo de evolução é lento, não dá saltos, respeita o livre arbítrio, o grau de consciência e o merecimento de cada um.

A Umbanda pratica o Jesus consolador, e, silenciosamente, vai evangelizando pelo Brasil afora, levando Suas máximas: “A água mais límpida é a que corre no centro do rio, pois as margens sempre contêm impurezas”. “Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, porque o amanhã cuidará de si mesmo”, pois Ele nos envia o Seu amor incondicional, que não impõe condições, porque não julga, não cobra, apenas Se doa e espera pelo nosso despertar para as verdades espirituais, para o homem de bem que existe dentro de cada um de nós.

Quando Jesus se aproximou de João Batista, que, com os joelhos encobertos pela água do Rio Jordão, mais uma vez falava do Messias, ao olharem-se um ao outro, uma força poderosa instalou-se sobre todos os circunstantes. Jesus então aproximou-Se de João Batista, e este ajoelhou-se aos pés do cordeiro de Cristo. Mansamente Ele o levantou e agachou-Se sinalizando para que João O batizasse. Nesse instante único, vibraram intensamente sobre Jesus, no centro do seu chacra coronário, o Cristo Cósmico e todos os Orixás. Foi preciso que o Messias fosse “iniciado” por um mestre do amor na Terra, para que se completasse Sua união com o Pai, e ambos fossem um. Esse é um dos quadros históricos mais expressivos e simbólicos que avalizam os amacis na Umbanda.

Texto extraído do livro “Umbanda Pé no Chão – Um guia de estudos orientados pelo espírito Ramatís ( Editora Conhecimento) - recebido por e-mail enviado em 18/03/2009 por Mãe Vanessa Cabral - Dirigente do Templo Universalista Pena Branca (Filiada da T.U.Caboclo Pery)