A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos Guias, Mentores e Protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Castigo dos Orixás II



Depois de desmembrar um pouco da minha teoria sobre os Orixás, e de ter realizado uma pequena introdução naquilo que chamam de castigo, tentarei elucidar um pouco mais do conceito que eu tenho através da minha convivência em pouco tempo dentro da religião.

Eu sou um adepto à “Lei da Causa e Efeito”, ainda assim, prefiro me relacionar a isso com o Digníssimo Tranca-Ruas das Almas, “Toda escolha, tem a sua conseqüência, você é ou tem de acordo com suas próprias opções do passado que resultaram no seu presente e influenciarão também no seu futuro”.

Com isso, além de afirmar o fato da Justiça de Deus, porque se Deus é justo, consequentemente cada um tem o que merece.

Agora dirigindo-me ao escopo da conversa, normalmente costumo “fugir” um pouco do escopo, mas ainda estou aprendendo a fazer redações (risos), a grande pergunta que me fazem é se o Orixá pune.


Partindo do princípio antropomorfista, explanado na primeira parte desse post, é muito fácil dizermos que sim, porque o orixá também é passível de paixões, logo, a sua fúria recai sobre seu filho, mas partindo de um princípio que o orixá é uma vibração, um impulso magnético relacionado à Força Criadora, fica um pouco mais complicado realizar essa explicação, mas tentarei:

Todo orixá tem o seu pólo positivo e negativo, partindo do princípio que é uma energia, então sabemos, por exemplo, que Ogum é aquele que nos impulsiona às batalhas, à guerra, dos dá ânimo para transpor obstáculos, quando essa energia de Ogum está em seu pólo negativo, compreende-se que a pessoa sob influência dessa energia fará tudo o contrário, será um covarde, um preguiçoso, entre outros adjetivos pejorativos.

Muito se fala, por exemplo, quando uma filha de Oxum não está bem no amor, é castigo do orixá ou que sua Oxum não está “positivada”. A afirmação sobre castigo pra mim é totalmente dubitável, agora a afirmação sobre a Oxum estar “positivada” tem aí uma dose de verdade.

O que ocorre é que aquela vibração, aquele energia de Oxum, por algum desvio de percurso, problema ou formas-pensamento problemáticas, vai “desgastando” essa energia fazendo com que o pólo negativo predomine, sendo assim, o mensageiro do Orixá, que para mim é o Exú, tem que advertir ao seu filho de alguma forma para que ele vá procurar um meio de “positivar” essa energia, é onde ocorrem as “cobranças” do orixá, o exu sendo o pólo negativo dessa vibração, vai justamente “cobrar” onde afeta mais o filho, no caso de Oxum, o amor, por exemplo.

Infelizmente ainda estamos em um grau evolutivo onde às vezes palavras não nos bastam, é necessário sentir na pele a dor para fixá-la em nosso consciente e lembrar que por aquele caminho, podemos nos ferir gravemente, o mesmo, em minha opinião, ocorre com o mundo espiritual, quando você começa a destoar o seu verdadeiro caminho, ignorando a sua vibração nativa, é necessário um chacoalho para que você volte a andar nos trilhos, é aí onde, na minha opinião e no que me foi ensinado, o exu atua. Portanto, primeiramente o castigo não é devido a motivos passionais, mesmo porque não é um castigo, como o médium esgota de várias maneiras essa energia vibracional do qual ele foi envolto, é necessário que o mensageiro (pólo negativo) dessa força entre em ação para que nos “acorde” e nos faça rumar ao caminho certo.

Neófito da Luz

O Castigo dos Orixás


Muitos terreiros umbandistas costumam trabalhar com o medo do médium, muito se fala sobre o castigo que você terá se abandonar a casa, outros nomes são por demais utilizados como peia, cobrança, castigo, porrete, sacudida e mais uma série de conotações que simbolizam a fúria do Orixá perante o filho.

Para começo de assunto, isso é um culto ao antropomorfismo, isso é cultuado desde tempos remotos, o fenômeno antropomorfista se dá ao fato de atrelar sentimentos, qualidades terrenas a Deuses, como ocorria com os Deuses do Olimpo ou até mesmo com os Deuses do Egito, onde era obrigatória a oferenda para os mesmos para que eles não punissem o povo com a fome, com a seca, entre outros meios que poderiam prejudicar a ascensão do Povo egípcio.

Bom, o antropomorfismo é cultuado até os dias de hoje.

Um tema muito polêmico entre o panteão umbandista é a “quizila” entre Ogum e Xangô, de acordo com a mitologia, a lenda umbandista, Xangô roubou as mulheres de Ogum.

Muitas das lendas são crendices populares e vale salientar que sua veracidade é questionável, há também o fato das lendas terem sido criadas para explanar de uma forma mais inteligível, o poder dos Orixás, sua ligação com o meio, como ocorria em alguns teatros no Antigo Egito, que era para instruir de uma forma mais didática o poder dos Deuses e outras características. É claro, que dentro disso, os Grandes Sacerdotes de Mistérios sabiam que essa fúria dos Deuses, nada mais era que um meio didático de instruir certas características energéticas ao povo, é muito mais fácil ilustrarmos uma idéia de um modo mais compreensível a nós terrícolas através de teatros e formas que podemos conceber, a explicar de forma Cósmica a pessoas que ainda estão presas em um orbe mais atrasado, mas sem fugir do escopo, prosseguiremos com o assunto.

Só gostaria de fazer uma ressalva, que além do fato de eu não ser adepto ao antropomorfismo, sou totalmente contra a teoria que os Orixás já encarnaram na Terra e se encantaram, como diz a lenda do Candomblé, não consigo conceber que vibrações tão sutis já estiveram presentes em um orbe tão atrasado como o nosso. Enfim…

Uma quizila muito conhecida no panteão umbandista, é claro, na Umbanda de hoje, porque Obaluaiê apareceu na Umbanda após a mistura criada por nós humanos, o famoso umbandomblé ou umbanda traçada, como chamada por muitos, que infelizmente herdou toda essa característica do candomblé, mas vamos adiante:

Obaluaiê tem quizila com Xangô, muitos coíbem filhos de Xangô de irem a cemitérios e filhos de Obaluaiê de tomarem banho nas cachoeiras por provocar a fúria do Orixá. Há também uma lenda que especifica que filhos de Xangô são abandonados no momento de sua morte, por Xangô temer a morte. Mas sejamos racionais, caros leitores, vamos tentar compreender dentro de um ponto de vista mais lógico, não vamos personificar os Orixás, vamos considerá-los vibração.

Xangô carrega a vibração da Justiça Kármica, a Vida, Obaluaiê carrega a vibração da Morte, a Transmutação, a morte de antigas atitudes ao nascimento de novas atitudes, ele é a “personificação” transmutadora, por isso, vamos dizer que é a Morte. Ambos sabemos que a Vida e a Morte são energias antagônicas, uma leva a outra, é fato, mas são energias antagônicas, fico aqui pensando se os Antigos Sábios já não sabiam disso e tentaram explicar esse processo de uma forma mais básica, explicar isso de uma forma que entendemos mais facilmente, uma briga entre eles.

Sim, já especifiquei meu ponto de vista quanto ao antropomorfismo, acho que essa atribuição das características foi para dar maior vivacidade e maior didática ao Panteão Afro, uma forma de elucidar a característica do Deus em relação ao próprio arquétipo do Filho, podem perceber que o filho leva a característica do Orixá, logo… O Orixá também é assim, segundo essa teoria.

Agora vamos lá, espero que tenha ficado bem claro, que de acordo do meu ponto de vista, Orixás são vibrações, não possuem as limitações que nós do orbe terrestre possuímos, acima de tudo, por serem vibrações, estão acima do Bem e do Mal, isento de sentimentos, com isso, vamos raciocinar:

Como uma Luz, um desprendimento da Vibração Divina, pode ter ira? Pode estar colérico com o Filho e com isso, castigá-lo, obrigá-lo a ficar em um local que no momento não é a preferência dele? Mas que Luz tão severa é essa que não compreende a nossa limitada ignorância? Orixá realmente castiga ou isso é superstição carregada pelos babalaôs e que transitam de geração em geração?

Por isso eu não acredito e nada me faz crer que somos castigados por guias e Orixás, é muito mais fácil aos sacerdotes explicarem dessa forma, a darem todo o contexto do que realmente pode ocorrer, mas que infelizmente fogem do conhecimento, porque muitos ainda se prendem a estudos de vícios e o culto ao primitivismo; Existem também os dirigentes de livrinho, lêem meia dúzia de livros e abrem suas casas.

Não estou dizendo que sou portador da Verdade Absoluta, mas gosto de pensar e repensar conceitos, gosto de colocá-los em prática e não gosto de seguir fundamentos das quais as explicações são fúteis “Porque sim” ou “Porque não”, ou o pior de todos eles “Você ainda não está preparado para saber”.

O que iremos estudar e conto com a cooperação de todos para opinar, é a energia negativa que cada vibração traz, como somos duais e toda energia é dual para manter o equilíbrio, então toda energia com polaridade negativa e positiva, e é claro, que a vibração dos Orixás não fugiria da Lei Universal. Ocorre assim algumas situações para que o filho desperte, se desprenda do caminho errado do qual ele está seguindo.

Por que será que geralmente os filhos de Obaluaê ou aqueles filhos que estão sob a regência do mesmo, sofrem algumas enfermidades ou geralmente os filhos de Ogum, perdem suas mulheres, dinheiro ou até mesmo sofrem de doenças de falta de ferro, por exemplo?

Não vejo Orixás como seres e sim como vibrações.

Retirado do site http://umbandadochico.wordpress.com

terça-feira, 11 de junho de 2013

Mandinga e Patuá

“Quem não pode com mandinga, não carrega patuá”, diz uma antiga expressão, hoje muito usada como sinônimo de outra coisa que diz: “quem não tem competência, não se estabelece”.

Comete engano quem acredita que a expressão esteja referindo a mandinga como feitiço, ebó, ‘coisa feita’, etc. Mandinga é um grupo (ou nação) africano do norte que por sua proximidade com os árabes acabou por se tornar mu­çulmano e, sendo esta uma religião fanatizante, seus adeptos têm verdadeiro ódio aos que não aceitam Alá como Deus ou Maomé como seu profeta.Com o desenvolvimento do tráfico de escravos, muitos negros mandingas vieram parar nas Américas, vítimas que foram da ambição dos brancos. Por serem os negros mandingas muçulmanos, muitos desses escravos sabiam ler e escrever em árabe, além de conhecer a matemática melhor do que os brancos, seus senhores, e este estado superior de cultura de um determinado grupo negro fez com que fossem tidos como feiticeiros, passando a expressão mandinga a sinônimo de feitiço. Por outro lado, os negros que praticavam o culto aos Orixás eram vistos como infiéis pelos negros mulçumanos. O branco, apro­veitando-se dessa rivalidade e confiando aos mandingas funções superiores que os demais, fazia a animosidade entre eles crescer. Os mandingas não eram obrigados pelos brancos a ingerir restos de carne de porco, e até mesmo permitiam que estes trouxessem trechos do Alcorão encerrados em pequenos invólucros de pele pendurados ao pescoço. Geralmente eram os mandingas quem acabava ocupando o lugar de caçadores de escravos fujões, os chamados “capitães-do-mato”. Por isso, quando um negro pretendia fugir, além de se preparar para lutar sem armas através da capoeira e do maculelê, ele deixava o cabelo carapinha e pendurava ao pescoço um patuá, de forma que pensassem tratar-se de um mandinga, para não ser perseguido. Todavia, se um verdadeiro mandinga o abordasse e ele não soubesse responder em árabe, o verdadeiro mandinga descarregaria todo seu furor nesse infeliz negro fujão. Daí nasceu a expressão “quem não pode com mandinga, não carrega patuá”. A vingança a quem se atrevesse a portar um falso objeto considerado sagrado pelo muçulmano era qualquer coisa de terrível. Mais tarde, porém, o hábito de utilizar patuás entre negros foi se generalizando, pois estes acreditavam que o poder dos mandingas era devido, em grande par te, aos poderes do patuá. Por outro lado, os padres também utilizavam, e ainda hoje utilizam, crucifixos e medalhas, Agnus Dei, etc., que, depois de benzidos, a maioria das pessoas acredita possam trazer proteção aos devotos nelas representados. Nos primeiros terreiros de Candomblé que se organizavam, era comum o pedido de patuá por parte dos simpatizantes e até mesmo por aqueles que temiam o culto afro, pois dizia-se que o patuá poderia até mesmo neutralizar trabalhos de magia negra. MAS, AFINAL, O QUE É PATUÁ? O patuá é um objeto consagrado que traz em si o Aché, a força mágica do Orixá, do santo católico ou Guia de luz, a quem ele é consagrado. Entre os católicos já era hábito usar um fragmento de qual quer objeto que houvesse pertencido a um santo ou a um papa, até mesmo fragmento de ossos de um mártir ou lascas de uma suposta cruz que teria sido a de Cristo. Até mesmo terra, que era trazida pelos cruzados que voltavam da Terra Santa e que a utilizavam nesses relicários, considera dos poderosos amuletos, que deveriam atrair bons fluidos e proteger dos azares. O nome relicário é originário de latim relicare-religar, que acabou formando a palavra relíquia. Logo o clero percebeu que não poderia impedir o uso dos patuás pelos negros, que os tiravam antes de entrar na igreja, mas voltavam a usá-los ao afastar-se de lá. Decidiram, então, substituir o patuá africano (o autêntico), que trazia trechos do Alcorão, por outro que trazia orações católicas, medalhas sagradas, Agnus Dei (uma espécie de medalha com o formato de coração, que se abre ao meio, onde se encontram as figuras de Jesus e Maria ou ainda símbolos da Igreja tradicional). Com a formação dos primeiros templos de Umbanda e a possibilidade de um contato mais estreito com diversas Entidades espirituais, as pessoas que bus­cavam proteção começaram a encontrar nesses objetos sagrados um apoio (era algo material que continha a força mágica vibratória da entidade que o trabalhara e que o crente poderia ter sempre consigo). A partir daí, as entidades de luz passaram a orientar sua elaboração, indicando quais objetos seriam incluídos na confecção do patuá e como se deveria proceder com eles para que recebessem o seu Aché, isto é, a força mágica. Os ingredientes geralmente mais utilizados para a confecção dos patuás são os seguintes: Figas de guiné; Cavalos marinhos; Olhos de lobo (raros e caros); Estrela de Salomão; Estrela da guia; Cruz de caravaca; Couro de lobo; Pêlo de lobo; Santo Antonio de guiné; Imagens de Exu e Pomba Gira da Guiné; Pontos di versos; Orações; Sementes varia das; Imãs, etc. Não nos esqueçamos que essas coisas singelas não têm nenhum valor se não forem preparadas pelas entidades incorporantes. Somente estas podem dar o Aché ao patuá.


Trechos do livro “Iniciação à Umbanda” vol. 2 – Tríade Editora de Pai Ronaldo de Linares e Diamantino Fernandes Trindade.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

É assim que queremos ver nossa Umbanda?




“Resolvo os problemas amorosos e profissionais, até viadagem. Encontro cão perdido, tiro unha encravada e até firmose. Jogo cartas, bingo e bilhar”. Quantos panfletos colados nos postes, nos muros de nossa cidade temos quase igual a este? Chegam a ser absurdos, não é mesmo? Como é que eles têm tanto poder assim? A tela búbica deles consegue ser bem apurada! E observem que trabalham em favor de muita grana, não é mesmo? Caros amigos, não venham à Umbanda com essa finalidade de que aqui vocês, com certeza, vão encontrar a solução para os seus problemas. Sabemos que temos que passar por algumas situações para que tenhamos crescimento espiritual, e se formos merecedores, se caminharmos corretamente, Oxalá nos amenizará dos sofrimentos e quiçá, nos perdoará e sairemos muito rápido dos nossos sofrimentos. Estamos sempre lembrando que alguns consulentes e médiuns que vêm à Umbanda para pedir que sua situação melhore, para comprar um apartamento, um carro etc. não conseguirão nada,se vierem em busca de milagres e não tiverem a capacidade de esperar a sua vez acontecer ou talvez não acontecer, como dizemos sempre, depende de cada um, “se não tiver merecimento, nenhuma graça alcançará”. A nossa Umbanda é linda para ser exposta dessa maneira. Ela é milenar, é de outras esferas astrais inteligentíssimas. Não pode perder tempo com “picuinhas” – como diz o nosso Cigano do Oriente. E, por favor, a vejam como qualquer outra religião onde nos reunimos para pedir coisas boas e aceitar a Lei do Livre Arbítrio. Caminhemos na verdadeira senda do crescimento espiritual em pró de uma elevação moral de nosso espírito. O que devemos é trabalhar para o nosso próximo, dando-lhe conforto, abrigo espiritual. A nossa religião é a manifestação do espírito em pró da caridade com humildade. Ao se sentarem em nossas poltronas e assistir ao nosso culto, comecem a conversar com os Orixás e fazerem os seus pedidos. E a vocês, médiuns, não venham servir em troca de algum propósito, não é esse o caminho! Venha com o seu coração aberto somente pra servir e acertar a sua caminhada. Peça em oração o seu aperfeiçoamento, a sua caminhada. Vamos mudar essa religião! Ao ouvires os cânticos de Umbanda não deixem de lembrar que são eles os verdadeiros mantras que irão fortalecer os seus pedidos, pois os pedidos não se fazem somente às Entidades incorporadas em nossos médiuns. Portanto, não devemos confiar nesses comerciais milagrosos que vemos por aí.

Fonte: Tenda Espiritualista Vó Maria Conga
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A UMBANDA E O EVANGELHO DE JESUS

A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos guias e protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

A Umbanda convida o homem a se transformar. Assim sendo, o consulente recebe esclarecimento sobre sua real condição de espírito imortal, ou seja, é levado a entender que é o único responsável pelas próprias escolhas, e que deve procurar progredir na escala evolutiva da vida, superando a si mesmo. Mas para transformar- se é preciso estar pronto para compreender as energias que serão manipuladas, porque elas trabalham com o ritmo interno. Ouvir a intuição é, portanto, ouvir a si próprio; é saber utilizar os recursos necessários que estão disponíveis para efetuar a mudança do estado de consciência.

Por isso, transformar significa reverter o apego em desapego, as faltas em fartura, a ingratidão e o ressentimento em perdão.. É não revidar o mal, mas sempre praticar o bem.

Dar sem esperar reconhecimento ou gratidão. A beleza da vida está justamente na “individualidade” , no ser único, criado por Deus para amar. E este ser único está ligado à coletividade pelos laços do coração e da evolução, a fim de aprender a compartilhar, respeitar, educar e ser feliz.

Somos o somatório dos nossos atos de ontem: por ter cometido inúmeros excessos, estamos conhecendo a escassez, ou melhor, sempre atuamos à margem, não conseguindo nos equilibrar no caminho reto, pois o processo de evolução é lento, não dá saltos, respeita o livre arbítrio, o grau de consciência e o merecimento de cada um.

A Umbanda pratica o Jesus consolador, e, silenciosamente, vai evangelizando pelo Brasil afora, levando Suas máximas: “A água mais límpida é a que corre no centro do rio, pois as margens sempre contêm impurezas”. “Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, porque o amanhã cuidará de si mesmo”, pois Ele nos envia o Seu amor incondicional, que não impõe condições, porque não julga, não cobra, apenas Se doa e espera pelo nosso despertar para as verdades espirituais, para o homem de bem que existe dentro de cada um de nós.

Quando Jesus se aproximou de João Batista, que, com os joelhos encobertos pela água do Rio Jordão, mais uma vez falava do Messias, ao olharem-se um ao outro, uma força poderosa instalou-se sobre todos os circunstantes. Jesus então aproximou-Se de João Batista, e este ajoelhou-se aos pés do cordeiro de Cristo. Mansamente Ele o levantou e agachou-Se sinalizando para que João O batizasse. Nesse instante único, vibraram intensamente sobre Jesus, no centro do seu chacra coronário, o Cristo Cósmico e todos os Orixás. Foi preciso que o Messias fosse “iniciado” por um mestre do amor na Terra, para que se completasse Sua união com o Pai, e ambos fossem um. Esse é um dos quadros históricos mais expressivos e simbólicos que avalizam os amacis na Umbanda.

Texto extraído do livro “Umbanda Pé no Chão – Um guia de estudos orientados pelo espírito Ramatís ( Editora Conhecimento) - recebido por e-mail enviado em 18/03/2009 por Mãe Vanessa Cabral - Dirigente do Templo Universalista Pena Branca (Filiada da T.U.Caboclo Pery)