A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos Guias, Mentores e Protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Valorize-se para Crescer




Cada dia que a gente vive na Terra é um dia significativo demais para nós. Embora seja muito difícil viver no mundo - difícil, não por causa do mundo, mas por causa da gente - somos os únicos seres racionais que respiramos, sobre o planeta. Desse modo, todo tipo de confusões é gerado por nós, os seres inteligentes da criação de Deus.

Os animais seguem seu ciclo naturalmente. O que eles fazem está dentro da Lei do determinismo, do instinto. Os animais não erram jamais. Um predador, quando destrói o outro, o faz para comer e não apenas pelo prazer de destruir.

Quando olhamos as estações do ano, vemos como são regulares. Em todos os anos, as coisas se comportam do mesmo jeito. No inverno é frio, o verão é quente, o outono de folhas amareladas e muito fruto e, naturalmente, a primavera de flores.

O sol nasce sempre no mesmo lugar e se depõe sempre no mesmo lugar. O luar realiza o mesmo trabalho, a mesma qualidade de luar. Desde que os primeiros homens aportaram ao mundo, o luar é o luar. É uma chuva de prata sobre a Terra. E o sol a pino no meio dia é uma gargalhada de pingentes de ouro que a Divindade derrama sobre o mundo.

Então, se faz necessário que aprendamos a crescer para sermos dignos de todas essas bênçãos que Deus nos concede a cada dia. É importante que a gente cresça, é necessário que a gente cresça, é indispensável esse crescimento.

Não podemos esquecer que foi Jesus Cristo que nos disse que era importante que fôssemos perfeitos quão perfeito é o nosso Pai Celestial. Isso é um desafio. Naturalmente que não seremos perfeitos como Deus é perfeito. Mas, quando Jesus Cristo nos disse isto, é que Deus é a referência, a Ideia Divina é a referência para que marchemos para lá, através dos ensinamentos de Cristo.

Foi Ele também que nos disse:

Eu sou o Caminho, eu sou a Verdade, eu sou a Vida e ninguém chegará ao Pai se não for por mim.

Logo, essa direção que Ele nos aponta, esse sentido Divino que Ele nos dá, deverá ser percorrido através dos Seus ensinamentos. Então, para que se realize o nosso crescimento, será necessário que cada qual de nós se valorize.

E como é que a gente se valoriza? É muito interessante pensar nisso, porque há pessoas, variadíssimas pessoas no mundo, que têm um senso de auto-respeito muito comprometido. Dizemos que são pessoas que têm a auto-estima muito baixa. A estima por si mesmo é muito baixa nesse ou naquele indivíduo.E quando a nossa auto-estima é baixa, a gente começa a se desvalorizar, começamos a nos implodir, passamos a nos destruir a nós mesmos.

Quem sou eu? Eu não sou capaz disso não. Eu nunca vou aprender isso. Isso eu nunca serei capaz de fazer. Eu não sei isso. Quanta gente vive assim, se lamuriando, se lamuriando, se destruindo. Não é a vida que determinou isso para ela, não foi Deus que determinou isso para ela, é ela mesma que se vai destruindo. A auto-estima baixa.

Será importante que aprendamos a desenvolver por nós mesmos, a fim de crescermos, essa auto-estima alta, esse auto-respeito brilhante, nutrido, capaz de nos fazer dizer, por exemplo, ao invés de, diante de uma dificuldade:

Nunca vou aprender isto! dizermos: Eu ainda vou aprender isto!

Ao invés de dizer:

Eu nunca serei capaz de dizer isto! Eu ainda farei isto. -  Logo mais eu vou aprender isto. Eu aindanão sei, ainda não sei!

E, dessa maneira, nos lembramos de Jesus outra vez, nosso Modelo e nosso Guia como Ele é. Disse Jesus e o Evangelista Marcos escreveu:

Tudo é possível àquele que crê.

Isso porque quando nós cremos que as coisas vão acontecer, passamos a trabalhar com tal entusiasmo, com impulso interno, que fazemos com que as coisas aconteçam.

E Jesus Cristo nos diz ainda:

Tudo aquilo que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vos atenderá.

Pedir ao Pai não significa que Ele nos dará de graça, significa que vamos correr atrás, vamos buscar. Em nome do nosso crescimento é preciso que a gente se valorize.

*   *   *

Todas as vezes que estivermos pensando em nossa valorização, não poderemos ser pessimistas, imaginando-nos sempre pessoas incapazes. Temos que fazer o contrário. Somos filhos de Deus, carregamos essa marca da Divindade. Tudo é possível àquele que crê que pode fazer. Tudo é possível a nós, desde que o queiramos.

Vós sois deuses... Vós sois o sal da Terra... Vós sois a luz do mundo...

Tantas coisas temos ouvido de Jesus Cristo, nesses dois milênios que nos separam de Sua estada na Terra, que nos faz ter esse brio próprio, que não tem nada a ver com orgulho nem vaidade. É esse auto-respeito, essa capacidade de buscar em nós e ao nosso derredor, aquilo que nos faça crescer, aquilo que seja fruto de nossa auto-valorização.

Estudar, por exemplo. Não adianta ficarmos dizendo: Isto não entra na minha cabeça! Eu não tenho cabeça para isto! Porque apenas vamos fixando negatividades. Apenas vamos confirmando a nossa tese de incapacidades.

É importante que digamos: Eu ainda vou aprender isto, mesmo que demore. Um dia, eu chegarei lá! Eu serei apto a fazer isto. Vou aplicar-me para fazer isto!

Sempre as expressões afirmativas. Exatamente por causa dessas expressões afirmativas, nós iremos conquistando as coisas gradativamente e aí seremos pessoas capazes de se valorizar no trabalho profissional.

Nunca nos conformemos em fazer o trabalho sob nossos cuidados da mesma forma, da mesma maneira medíocre. Estaremos sempre desejosos de nos aperfeiçoar, de fazer de uma maneira diferente, de embelezar mais o nosso trabalho, de torná-lo um trabalho feito melhor, mais rapidamente, de forma eficiente para que ele seja eficaz. Então, nós vamos crescendo.

Aquela pessoa que aprendeu a cozinhar muito lentamente, muito vagarosamente, ora salgava a comida, ora deixava dura, vai se desenvolvendo de tal maneira que se torna uma pessoa apreciada por todos aqueles que gostam dos seus pratos, dos seus preparos.

Aqueles que aprenderam a cantar, a princípio desafinados, desentoados, mas vão se aprimorando, vão fazendo aulas, vão fazendo cursos, vão treinando e se tornam verdadeiras cotovias.

Aqueles que começaram a jogar futebol como pernas de pau, como dizemos popularmente, aqueles que não sabiam de que lado estava o seu gol, vão observando, vão olhando, vão aprendendo, vão treinando e daí a pouco são uns verdadeiros craques.

Em todas as coisas que façamos, poderemos sempre nos aprimorar, sempre melhorar. Podemos nos aprimorar como amigos, como familiares, como marido e mulher. Aquela coisa de ser sempre do mesmo jeito, como a gente casou, e dizendo sempre do mesmo jeito as coisas... nós vamos aprendendo a dizer a mesma coisa de forma mais bonita, usar palavras mais bem postas, usar expressões mais elegantes.

Vamos aprendendo a nos desenvolver, a falar melhor. Não se justifica que, no mundo de hoje, em pleno século XXI, cometamos os mesmos erros em nosso idioma, com tantos livros na banca de jornal, com tantas bibliotecas ao nosso dispor. Ainda que o nosso país tenha poucas bibliotecas, mas teremos uma biblioteca na nossa cidade, no nosso bairro, em algum lugar. Apanharemos emprestado com um amigo, com um professor nosso, com alguém que nos possa emprestar, mas vamos aprimorando.

Os nossos conhecimentos de História, História do Brasil. Como é que foi que tudo começou aqui?

Cada vez que a gente vai se aprimorando, vamos crescendo. A gente vai crescendo E é tão importante que vamos aprendendo com isso a gostar mais de nós. Vamos conseguindo nos amar melhor, nos amar mais e, desse modo, a vida vai tendo um outro sabor para nós, outro sentido para nós.

Aprenderemos a nos desenvolver como religiosos. Deixaremos de ser essas pessoas piegas, repetindo chavões e aprenderemos que Deus não está apenas nos textos dos livros. Deus tem que estar na nossa vida.

Aprenderemos que a palavra de Deus não é simplesmente a palavra que está escrita na Bíblia. A palavra de Deus é toda palavra boa, toda palavra que vem para construir o bem, para reerguer a alma, para nos fazer felizes. Dita por uma criança, por um velho, por um jovem, por um professor, dita por um orador, dita por um religioso.Toda expressão boa representa a Lei de Deus. É a palavra de Deus.

Vamos amadurecendo os nossos conceitos, vamos aprendendo a nos valorizar, a não jogar pérolas aos porcos. Se as pessoas estão zombando de nós ou da nossa crença, ou do nosso modo de pensar, nós as respeitamos. E para demonstrar que as respeitamos, nos respeitamos a nós mesmos com a auto-estima alta.

Porque só será possível que amemos o próximo, quando aprendermos a amar a nós mesmos, como propôs Jesus de Nazaré:

Amai o vosso próximo como amai a vós mesmos.

E a partir disso, vamos verificar que a nossa vida será valorizadíssima. Cresceremos ao infinito, sob a luz do nosso Mestre Jesus.

Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 102, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Terreiro Forte é o que Promete ou o que Ensina?



Costumamos atender muitas pessoas nas giras abertas a assistência que reclamam desta ou daquela casa, por diversos motivos, dentre eles que "terreiro tal, prometeu e não vi mudar nada em minha vida".

Partindo deste principio vemos realmente hoje no cenário Umbandista, casas que "levam" o nome da Umbanda, mas não praticam a doutrina de Umbanda. Quando consultamos a palavra doutrina vemos que a mesma se refere ao "ensinar" e não ao "prometer", pois compreendemos que a transformação sempre parte de dentro para fora de todo ser que se preocupe em fazer sua reforma interior.

Não podemos encarar uma casa de caridade Umbandista como um depósito de erros cometidos por nós mesmos e esperar somente que se faça um milagre e todas as besteiras que fizemos em vida sejam apagadas com uma borracha espiritual pelos guias que la militam na força de Aruanda. Sinto em dizer, mas se você vai a um centro que promete isso, você não está frequentando a Umbanda anunciada a mais de 100 anos pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas onde o mesmo deixou claro que " UMBANDA É A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO PARA A CARIDADE".

Os erros criados por "NÓS" devem ser corrigidos por "NÓS MESMOS" não existe fórmula mágica da espiritualidade para encobrir nossas responsabilidades.

A casa que professa a PROMESSA ao invés de promover a RENOVAÇÃO brinca com a fé alheia e foge ao código do BOM SENSO que deve haver em toda instituição religiosa.

Evoluímos a partir do momento que reconhecemos nossas falhas e sentimos a necessidade de mudança, a função de um guia é nos orientar e não abraçar nossa causa prometendo resolver fácil isso ou aquilo.

JESUS nosso MESTRE em sua história nunca resolveu sem antes perguntar: "VOCÊ DESEJA?" e nunca carregou méritos de seus feitos sempre atribuindo os mesmos a FÉ que cada ser tem dentro de si.

FÉ, éééé! Realmente isso falta em algumas pessoas que frequentam as casas sérias de Umbanda, pois sempre por instinto tendemos a procurar as coisas mais fáceis e nesta procura nos esquecemos do "A CADA UM SEGUNDO SUAS OBRAS".

Saibamos enxergar em um terreiro de Umbanda uma "escola" onde aprendemos a ser seres humanos melhores e não um depósito de reclamações, pedidos absurdos criados pela nossa incredulidade não em Deus, não nos Orixás, mas EM NÓS MESMOS.

Lembrando as palavras do CABOCLO MIRIM "Umbanda é coisa séria, pra gente séria!" E isso se aplica para os dois lados, de quem atende e de quem deseja obter algo!

Esperamos ter colaborado com um pouco de entendimento para todos e desejamos encerrar com as palavras do APÓSTOLO PEDRO.

"Toda carne é como a erva,
e toda glória do homem como a flor da erva.
Secou-se a erva, caiu-se a sua flor.
Mas a palavra do Senhor, permanece para sempre
Desejai como meninos,
novamente nascidos, o leite racional,
não falsificado, para que por eles vades crescendo..."
Pedro, 1;25 - 2;2


Texto Inspirado mediunicamente pelo Sr. Caboclo Urubatã
Recebido por GÉRO MAITA

terça-feira, 2 de julho de 2013

Sala Repleta...Casa Deserta!



Gilberto Gil tem uma canção que diz:

“Tanta gente!... E estava tudo vazio. Tanta gente!... E o meu cantar tão sozinho”.

O que teria isso a ver com o cotidiano dos grupos espíritas na atualidade?... Muita coisa!...

Em Casas agigantadas, equipes trabalham por turno e mal se conhecem, pessoas viram números e o velho e essencial acolhimento que começaria dentro de casa acaba se perdendo em meio à distribuição de senhas para o passe e outras novidades em nome da organização.

A preocupação é atender e impressionar bem aos que chegam, aos que vem de fora. Enquanto isso, no interior dos grupos, quanta gente sofrendo de solidão acompanhada... Minguando afetivamente! Importante avaliar como tem sido a nossa relação com os companheiros de dentro, no cotidiano institucional espírita. Conseguimos perceber seu olhar mais triste nesse ou naquele dia? Quando desaparecem por algum tempo, o nosso primeiro pensamento é de censura ou preocupação? Passa pela nossa cabeça que possam estar atravessando uma fase difícil e, em caso afirmativo, nos mobilizamos para ampará-los? Aos que retornam após um período de ausência, a manifestação tem sido de acolhimento e alegria ou de cobrança? Ah, as tais cobranças... Das piadinhas sarcásticas e olhares enviesados ao dedo em riste, vale tudo para manter o bom andamento das atividades, em nome de Jesus... Porém, vale a pena pensar se tem sido oferecido afeto, compreensão e solidariedade na mesma medida em que se cobra. Favorecidos por regras monásticas que inibem a espontaneidade e a afetividade entre os trabalhadores, os grupos acabam resvalando para o extremismo. O silencio é uma prece... Antes, durante e depois das reuniões. Está absolutamente correto, mas temos o hábito de irmos ao extremo ignorando que onde não há espaço para diálogo e autenticidade não pode haver uma relação saudável e verdadeira. Assim, vestindo a armadura do formalismo que afasta - em lugar da naturalidade que aproxima - podemos acabar nos tornado tarefeiros, cada vez mais robotizados e indiferentes. Sem perceber, em vez de estar uns com os outros temos apenas passado uns pelos outros, como se as pessoas fizessem parte dos móveis e utensílios da Casa Espírita.

Muito comum entrar no grupo, assinar a lista de freqüência (uma espécie sutil de folha de ponto para espíritas) e ligar no automático. A preocupação em ser impecável sobrepõe-se então ao importar-se com. É que andamos muito ocupados em ser perfeitos. Mesmo que ser perfeito signifique apegar-se a detalhes ínfimos e apontar a imperfeição alheia para colocar em destaque a pretensa superioridade que ainda estamos longe de possuir... Quanta ilusão! Se o companheiro procura ajuda, lá vem o julgamento implacável implícito na receitinha de bolo: Prece, água fluidificada, redobrar a vigilância... Com direito, é claro, a sorrisinho paternalista e tapinha nas costas. Dali cada qual pro seu lado e a cômoda sensação de dever cumprido, sem que tenhamos, entretanto, caminhado um milímetro sequer em direção às reais necessidades do outro. Sem contar que, convenhamos, numa quase ditadura da pseudo-santidade como critério de promoção a trabalhador espírita, raros são os que têm coragem de expor suas dificuldades, por mais que estejam passando o pão que o diabo amassou. Afinal, reza a lenda que espírita não deve estar sujeito aos problemas existenciais inerentes aos reles mortais, como stress, depressão, frustração amorosa ou coisa que o valha. Daí o receio de se abrir, pois mostrar alguma fragilidade pode significar perda de credibilidade e exclusão dos trabalhos, pode render o estigma indigesto de obsediado. Some-se a tudo isso o fato que, embora espíritas, a maioria de nós tem vivido na prática como bons materialistas. Interagindo numa sociedade altamente competitiva, temos sido sutilmente seduzidos pelo supérfluo, em detrimento do essencial. O objetivo primordial da vida passou a ser o sucesso profissional, social e financeiro, que inclui produzir, consumir e ostentar (desde títulos acadêmicos e profissionais a bens materiais). Mas ser bem sucedido dá muito trabalho. Os inúmeros cursos, viagens e horas extras à noite, fins de semana e feriados, somados à necessidade exacerbada de ter, tomam-nos muito tempo. Então os compromissos espirituais deixam de ser prioridade. Vão sendo adiados ou assumidos pela metade, encaixados nas sobras de tempo que restam de tudo o que é material e urgente. Passa-se então a ir à Casa Espírita quando dá... Só pra bater o ponto... E de preferência correndinho, como quem dá um pulinho no supermercado mais próximo só pra suprir uma ou outra coisa que está em falta na despensa. Nem bem acabou o assim seja e as pessoas já saem feito foguete para levar ou buscar Fulaninho e Beltraninha não sei onde... Ou para compromissos que poderiam tranquilamente ser agendados em outra data. Ora, quanto mais superficial a convivência, mais frieza nas relações. Passamos então a nos esbarrar na Instituição, não como irmãos, mas como meros colegas de trabalho; a viver uma vida paralela fora do Grupo Espírita, com um círculo de relações à parte, onde dificilmente há lugar para os companheiros de ideal. Em que vão escuro do preciosismo doutrinário e do igrejismo teremos perdido a sensibilidade, o prazer de estar juntos, os laços de amizade que extrapolavam os muros da Casa Espírita? Em que lugar do tempo foram parar as gostosas confraternizações extra-reuniões... Os agradáveis bate-papos após as atividades... A amizade parceira que se estendia para os programas de lazer em comum... O olhar atento que detectava quando esse ou aquele amigo não estava bem... O interesse verdadeiro pelo bem-estar uns dos outros?... Talvez seja mais fácil culpar a correria e o medo da violência dos dias atuais - alegando que é perigoso chegar tarde em casa ou pretextando falta de tempo ou pretextando a a ante os "?- do que responder honestamente a essas perguntas, mas uma coisa é inegável: Coragem é questão de fé, e tempo é questão de prioridade. E são tantos os irmãos que reclamam atenção especial... Companheiros solitários para os quais os fins de semana são intermináveis e que, se acolhidos, com certeza se sentiriam muito melhor!... Companheiros em processos reencarnatórios difíceis ou em períodos de crise existencial, para os quais faria toda a diferença uma conversa amorosa, a presença amiga naquele momento crucial ou a festinha surpresa de aniversário. Celebrar gente é trabalhar a auto-estima individual e coletiva. Quando as pessoas se sentem valorizadas, quando são envolvidas em ambiente de carinho, alegria e leveza, todo o grupo se torna mais harmônico, feliz e produtivo. Espíritas, amai-vos e instruí-vos! - Recomendou o Espírito de Verdade. A construção da frase sinaliza, clara e pedagogicamente, para a ação prioritária. Teoria já temos de sobra. Agora é aplicá-la no cotidiano das relações. É avaliar com honestidade até que ponto ser impecável, indispensável e PHD em Espiritismo, tem sido mais importante do que ser irmão. Reconhecereis os meus discípulos por muito se amarem afirmou Jesus.

Neste momento é imperioso resgatar a nossa identidade de seguidores sinceros do Mestre, buscando interagir com sinceridade e companheirismo. Como distribuir aos que chegam o afeto, o aconchego e a tolerância que sequer conseguimos construir entre nós, companheiros de caminhada e de ideal? Repensemos. Continuar a brincar de ser fraternos, alimentando a distância entre o discurso e a prática da legítima fraternidade, é um enorme desserviço a nossa própria evolução e felicidade. O mundo espiritual tem nos alertado que das boas intenções de teóricos e indiferentes espíritos-espíritas o umbral já está cheio... E os hospitais das colônias espirituais também!.. Muito embora - pra sorte nossa - em casos de extrema pobreza e vulnerabilidade espiritual a Misericórdia Divina nunca negue licença pra mais um puxadinho.

*Joana Abranches - Assistente Social, escritora e presidente da Sociedade Espírita Amor Fraterno - Vitória ES
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A UMBANDA E O EVANGELHO DE JESUS

A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos guias e protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

A Umbanda convida o homem a se transformar. Assim sendo, o consulente recebe esclarecimento sobre sua real condição de espírito imortal, ou seja, é levado a entender que é o único responsável pelas próprias escolhas, e que deve procurar progredir na escala evolutiva da vida, superando a si mesmo. Mas para transformar- se é preciso estar pronto para compreender as energias que serão manipuladas, porque elas trabalham com o ritmo interno. Ouvir a intuição é, portanto, ouvir a si próprio; é saber utilizar os recursos necessários que estão disponíveis para efetuar a mudança do estado de consciência.

Por isso, transformar significa reverter o apego em desapego, as faltas em fartura, a ingratidão e o ressentimento em perdão.. É não revidar o mal, mas sempre praticar o bem.

Dar sem esperar reconhecimento ou gratidão. A beleza da vida está justamente na “individualidade” , no ser único, criado por Deus para amar. E este ser único está ligado à coletividade pelos laços do coração e da evolução, a fim de aprender a compartilhar, respeitar, educar e ser feliz.

Somos o somatório dos nossos atos de ontem: por ter cometido inúmeros excessos, estamos conhecendo a escassez, ou melhor, sempre atuamos à margem, não conseguindo nos equilibrar no caminho reto, pois o processo de evolução é lento, não dá saltos, respeita o livre arbítrio, o grau de consciência e o merecimento de cada um.

A Umbanda pratica o Jesus consolador, e, silenciosamente, vai evangelizando pelo Brasil afora, levando Suas máximas: “A água mais límpida é a que corre no centro do rio, pois as margens sempre contêm impurezas”. “Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, porque o amanhã cuidará de si mesmo”, pois Ele nos envia o Seu amor incondicional, que não impõe condições, porque não julga, não cobra, apenas Se doa e espera pelo nosso despertar para as verdades espirituais, para o homem de bem que existe dentro de cada um de nós.

Quando Jesus se aproximou de João Batista, que, com os joelhos encobertos pela água do Rio Jordão, mais uma vez falava do Messias, ao olharem-se um ao outro, uma força poderosa instalou-se sobre todos os circunstantes. Jesus então aproximou-Se de João Batista, e este ajoelhou-se aos pés do cordeiro de Cristo. Mansamente Ele o levantou e agachou-Se sinalizando para que João O batizasse. Nesse instante único, vibraram intensamente sobre Jesus, no centro do seu chacra coronário, o Cristo Cósmico e todos os Orixás. Foi preciso que o Messias fosse “iniciado” por um mestre do amor na Terra, para que se completasse Sua união com o Pai, e ambos fossem um. Esse é um dos quadros históricos mais expressivos e simbólicos que avalizam os amacis na Umbanda.

Texto extraído do livro “Umbanda Pé no Chão – Um guia de estudos orientados pelo espírito Ramatís ( Editora Conhecimento) - recebido por e-mail enviado em 18/03/2009 por Mãe Vanessa Cabral - Dirigente do Templo Universalista Pena Branca (Filiada da T.U.Caboclo Pery)