A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos Guias, Mentores e Protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Linha do Oriente


(Vô Moisés do Oriente )

A Linha do Oriente, ou dos Mestres do Oriente, é parte da herança da Umbanda, com elementos de um passado comum, berço de todas as magias e alicerce básico das religiões.Entre todos os povos do oriente, desde a mais remota antiguidade, há uma sólida e autêntica tradição esotérica, dita a sabedoria oculta dos patriarcas, os mistérios religiosos dos povos antigos, que só tem chegado até nós em pequenos fragmentos.

A Linha do Oriente abrigou as diversas entidades que não se encaixavam nas matrizes indígena, portuguesa e africana, formadoras do povo brasileiro. Essas entidades preservam conhecimentos milenares; são sábios que ajudam seus irmãos encarnados, independentemente de sua origem religiosa; são espíritos que não encarnam mais, mas que querem auxiliar os encarnados e desencarnados, em sua evolução rumo ao Divino, pois quem aprende tem que usar o que aprendeu. Os mais altos conhecimentos esotéricos da antiguidade são conhecidos, no plano astral, pelas entidades que se manifestam nessa  Linha. São conhecimentos magísticos e espiritualistas desaparecidos no plano material e preservados no astral, mantidos com essas entidades, cada qual com o que era sabido na religião de seu povo. A Linha do Oriente tem enviado uma quantidade imensa de espíritos para a Corrente Astral de Umbanda. São entidades que vêm com a missão de humanizar corações endurecidos e fecundar a fé, os valores espirituais, morais e éticos no mental humano.

Diversos templos umbandistas não têm por hábito trabalhar com essa linha, talvez por desconhecerem os benefícios que os povos ligados às suas diversas falanges podem nos proporcionar. Se as evocarmos, com certeza seus guias nos darão a cobertura e as orientações necessárias e os consulentes poderão usufruir de seus magníficos trabalhos, principalmente relacionados à cura, campo em que gostam de atuar. A Linha do Oriente é regida por Pai Oxalá, irradiador da fé para a dimensão humana, e por Pai Xangô, fogo e calor divino, com entidades atuando nas irradiações dos diversos orixás. Tem como patrono um espírito conhecido, em sua última encarnação, como João Batista, irradiador de muita luz, sincretizado com Xangô do Oriente e conhecido como Kaô. Era primo-irmão de Jesus Cristo e o batizou nas águas do Rio Jordão e tem o comando dos povos do oriente, onde se manifestam espíritos de profetas, apóstolos, iniciados, cabalistas, anacoretas, ascetas, pastores, santos, instrutores e peregrinos. A Linha do Oriente, apesar de não ser oriente no sentido geográfico, popularizou-se e teve seus momentos gloriosos no Brasil nas décadas de 50 e 60, ocasião em que as tradições orientais budistas e hinduístas se firmaram, entre os brasileiros praticantes de modalidades ligadas ao orientalismo. Espíritos falando nomes desconhecidos por nossa gente, que tiveram encarnações como indianos, tibetanos, chineses, egípcios, árabes e outros, incorporavam nos terreiros do Brasil, ao lado das linhas de ação e trabalho dos caboclos e pretos-velhos, sem esquecermos os espíritos ciganos.

A Linha do Oriente ou Linha dos Mestres do Oriente ainda está atuante e beneficiando aqueles que a invocam e a oferendam. A saudação para essa linha é “Salve o Povo do Oriente!”. Alguns usam saudar como “Kaô”! (João Batista) e também “Salve o Povo da Cura!”.


Escrito por Mãe Lurdes de Campos Vieira

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O Verdadeiro Sentido da Umbanda



Significa o contato direto com os espíritos e consulentes. Existem várias formas de se praticar a Umbanda, ou melhor, as pessoas misturam muito o espiritismo, algumas cultivam a Umbanda tradicional, que são os atabaques tocados a mão. As oferendas simples que são frutas e bebidas de cada entidade, os banhos e pontos firmados e as vestimentas brancas. Outros cultuam a Umbanda com alguns rituais de candomblé, como quartinhas, recolhimentos, assentamentos de Exu, matanças, ferramentas, comida de santo, curas, camarinhas, vestimentas e ornamentos coloridos, essa Umbanda é chamada erroneamente de Umbandomblé, já que este termo não existe.

A Umbanda nada mais é do que uma legião poderosa e invencível de espíritos que trabalham com as forças vivas da natureza: mata, mar, pedra, ar, terra, água, uma legião constituída de espíritos de várias raças terrenas, que unidos e despidos das ilusões do mundo, têm por Pátria o Infinito, por lei a fraternidade e por Bandeira o Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Adotamos na Umbanda, como símbolo da energia, o corpo fluídico do Índio perseguido e primitivo habitante de nosso País; como símbolo de humildade, o corpo do Negro escravizado que verteu lágrimas de sangue sob a chibata do feitor enquanto plantava cafezais, uma das riquezas da terra de Santa Cruz! Não importa a origem da Umbanda, que se perde na noite dos tempos, mas o que deve importar é o benefício que ela presta a muitos encarnados que encontram alívio para seu males nos terreiros. Diante de Deus nada é impossível!

Salve, pois, a Umbanda que não vem do Ocidente nem do Oriente, mas sim do infinito, divinamente pura, como um manto consolador protegendo a todo o infortúnio, confortando o desgraçado, consolando o desesperançado, corrigindo o culpado e procurando arrancar das trevas os espíritos maus, Salve a Umbanda, divinamente pura, que terá a primazia das religiões terrenas, quando seus adeptos deixarem de ser inimigos da sua evolução.

A Umbanda, ao contrário do que muitos imaginam, não é só trabalhos de magia ou despachos na “encruza”. Como religião ela possui um fundo de magia, mas que se desdobra em recursos acessíveis a todos que dela se aproximam. Muitos buscam na Umbanda a cura para seus espíritos enfraquecidos nas lidas diárias e muitos encontram nela uma via natural, onde se religam espiritualmente com seus afins no plano astral. Esse religamento acelera a evolução espiritual de tal forma, que após alguns anos o Umbandista possui uma noção muito ampla do que seja o outro lado da vida.

Umbanda é religião, é conhecimento, é magia e espiritualização, animados pela fé interior de cada um que resulta no que chamamos de “Religião Umbandista”, onde o socorro espiritual convive com o despertar da consciência para as verdades maiores. Por isso, temos a certeza que o verdadeiro sentido da Umbanda é acelerar a evolução espiritual e o aperfeiçoamento consciencial e religioso de seus praticantes. A Umbanda não recusa fiéis de outras religiões entre os consulentes que frequentam assiduamente seus locais de trabalho. A Umbanda não obriga ninguém a renegar sua religião para poder participar de suas energias.

Umbanda é fé, é caridade, é conhecimento, é ecumenismo religioso. Sob o teto de um templo de Umbanda manifesta-se a Criança Pura, o Caboclo Índio, o Preto Velho, o mestre Hindu, o sábio Chinês, o descontraído Exu e a exuberante Pomba Gira. Aí está sintetizado o verdadeiro sentido da Umbanda; união de todas as correntes astrais e de todas as linhas de pensamento que tem norteado a humanidade e a harmonização do ser com todas as religiões.

A Máxima da Umbanda é Fé, Esperança, Caridade e principalmente Amor!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O Fundamento dos Campos Vibratórios - Para Umbandistas




Desde o advento da humanidade no globo terrestre, a natureza tem sido fonte inesgotável de recursos bio-energéticos para a criação, evolução e sedimentação dos vários organismos que a compõem. As antigas religiões orientais como o Bramanismo, Induísmo, Confucionismo, Budismo, além dos cultos Ameríndios e Africanistas, sempre valorizaram a natureza como essência catalisadora de energias para equilibrar a psico-fisiologia do ser humano.

É da natureza que se extrai os elementos necessários ao reajustamento das faculdades biopsicomotoras, tão importantes à mente, ao espírito e a parte corpórea. É na natureza que há uma maior interação entre o plano material e o astral. Em contato com rios, florestas, cachoeiras, mares, campinas etc., absorvemos as vibrações emanadas do Cosmo, que são recepcionadas por estes sítios de captação fluidico-espiritual. É na natureza que encontramos o habitat de certas formas espirituais, de evolução diferente dos seres humanos, chamados por alguns de gnomos, silfos, salamandras, ondinas etc., o que na Umbanda nomeamos Elementais ou Espíritos da Natureza.

Os Elementais são os responsáveis pela manipulação etérea dos materiais existentes nestes sítios vibracionais, condensando partículas energéticas que muitas vezes são utilizadas por Caboclos, Pretos-Velhos, Exus e Crianças, dentre outros, para trabalhos de cura, desobsessão, neutralização de demandas e assim por diante.

Tal importância têm os Elementais na dinâmica telúrico-cósmica que Allan Kardec, no Livro dos Espíritos, no capítulo destinado à categoria e classe dos seres espirituais, cita a existência de seres (os Elementais) responsáveis pela proteção, cultivo e manipulação de elementos atinentes aos diversos campos vibratórios.

Com a anunciação da Umbanda no plano físico em 15 de novembro de 1908 pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, forma fixadas diretrizes para o correto e integral desenvolvimento desta Corrente Astral. Dentre estas diretrizes, encontramos o culto, o trato e o usufruto, por parte de médiuns e espíritos, dos benefícios alojados nestes logradouros naturais.

O Caboclo das Sete Encruzilhadas sempre orientava quanto a importância dos trabalhos efetuados nos rincões da natureza, no tocante principalmente a limpeza, reajustamento e fortalecimento dos centros de força (chakras) e plexos nervosos, desintoxicação perispiritual, e assepsia da aura.

Alguns pensam que as florestas, rios, mares, pedreiras etc. São lugares somente destinados a louvação dos Orixás, o que é um engano. Em realidade, quando nos direcionamos a estes lugares, somos nós, médiuns, que recebemos as graças e os cuidados que todo aquele que serve de medianeiro à ação dos espíritos bons necessita ter.

Durante um gira ou sessão nos campos vibratórios, somos ofertados por nossos Guias e Protetores com uma contínua carga de fluídos positivos, cujos elementos constitutivos são retirados das flores, folhas, raízes, água doce, água salgada etc. Neste aspecto, o trabalho de nossos amigos espirituais é facilitado, pois estando seus aparelhos em contato direto com a natureza, e por isto sujeitos à influência das energias dali emanadas, a missão de impregnação fluídica positiva torna-se mais eficaz, o que seria difícil acontecer longe destes campos. Devido ao acúmulo de cargas eletromagnéticas densamente negativas sobre as cidades, produto do atual estágio consciencional e comportamental das pessoas, os fluídos dos sítios vibratórios sofrem, quando direcionados a outro lugar, o ataque de energias negativas chamadas formas-pensamento e também de espíritos de baixa vibração (kiumbas desqualificados), que impedem, total ou parcialmente, que aquelas energias cheguem ao seu destino.

Desta forma, a natureza constitui-se em fonte de equilíbrio, reequilíbrio, harmonização, desintoxicação, assepsia, imantação e caridade, frente aos trabalhos de Umbanda.

Salve as Forças da Natureza.

Salve a Umbanda.



Ciganos "Masculinos" na Umbanda



A presença e a energia das Ciganas, com sua graça sensual, encanto e magia já é algo com o qual estamos habituados nas giras de Umbanda.

Mas a presença viril e protetora; sensual e romântica; desafiadora e ao mesmo tempo acolhedora dos espíritos ciganos masculinos, é algo que ainda nos escapa os sentidos.

Talvez pelo fato de existirem mais mulheres que homens nas correntes de Umbanda; talvez por timidez dos poucos homens que incorporam ciganos e suas dificuldades em dançar e deixar a energia fluir; ou pelo fato de ainda não conseguirmos entender direito a ENERGIA CIGANA E SUA MANIFESTAÇÃO E FUNÇÃO NAS INCORPORAÇÕES.

Certa noite, estava num determinado Terreiro de Umbanda, para fazer minhas entrevistas e observações, quando comecei a sentir essa POTENTE ENERGIA CIGANA YANG. Era algo magnificamente inebriante que tomava conta de toda a atmosfera do local. De repente percebi de onde vinha a fonte dessa sensação, um determinado médium, que era uma pessoa com a aparência absolutamente normal, incorporava o seu belíssimo cigano. E como que por encanto, outros médiuns jovens e mais velhos, pouco à pouco davam passagem às suas entidades ciganas.

Que espetáculo bio-psíquico-espiritual!!!

A Gira seguiu, nem todos, eu diria, que poucos privilegiados foram favorecidos ou se permitiram favorecer por essa energia indescritível.

Queridos leitores, prestem mais a atenção numa Gira Cigana, não vejam o médium (não interessa se é bonito, bem vestido, feio, homem, mulher, homossexual etc.) sintam o que emana, sintam o espírito que comanda aquela pessoa. Vejam com os olhos da alma, viagem com a energia e sairão de lá, mais leves, revigorados, românticos e felizes.

Está na hora dos Terreiros desenvolverem e prepararem mais seus médiuns masculinos para o trabalho com os Espíritos Ciganos, pois os espíritos Ciganos com certeza ajudarão os homens à serem mais sensíveis, gentis, românticos e sedutores.

Os espíritos Exus encontram muito mais facilidade para trabalhar, pois além de sua energia ser mais próxima da nossa e facilitar a incorporação, os médiuns masculinos dão passagem com facilidade e muitas mulheres também trabalham com a entidade.

Inicio meu trabalho de divulgação dos Espíritos Ciganos masculinos, com a apelo, feito pelos mesmos, para que se formem mais médiuns  para incorporação de ciganos.

Tenho observado ainda, que muitos jovens têm se interessado pela Umbanda, tanto na assistência, quanto no desenvolvimento nas correntes. Esses mesmos jovens, se orientados, darão excelentes "cavalos" para os espíritos ciganos, já que os jovens são mais abertos e menos preconceituosos.

Salve o Povo Cigano! Optcha!


Por Claudia Baibich
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A UMBANDA E O EVANGELHO DE JESUS

A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos guias e protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

A Umbanda convida o homem a se transformar. Assim sendo, o consulente recebe esclarecimento sobre sua real condição de espírito imortal, ou seja, é levado a entender que é o único responsável pelas próprias escolhas, e que deve procurar progredir na escala evolutiva da vida, superando a si mesmo. Mas para transformar- se é preciso estar pronto para compreender as energias que serão manipuladas, porque elas trabalham com o ritmo interno. Ouvir a intuição é, portanto, ouvir a si próprio; é saber utilizar os recursos necessários que estão disponíveis para efetuar a mudança do estado de consciência.

Por isso, transformar significa reverter o apego em desapego, as faltas em fartura, a ingratidão e o ressentimento em perdão.. É não revidar o mal, mas sempre praticar o bem.

Dar sem esperar reconhecimento ou gratidão. A beleza da vida está justamente na “individualidade” , no ser único, criado por Deus para amar. E este ser único está ligado à coletividade pelos laços do coração e da evolução, a fim de aprender a compartilhar, respeitar, educar e ser feliz.

Somos o somatório dos nossos atos de ontem: por ter cometido inúmeros excessos, estamos conhecendo a escassez, ou melhor, sempre atuamos à margem, não conseguindo nos equilibrar no caminho reto, pois o processo de evolução é lento, não dá saltos, respeita o livre arbítrio, o grau de consciência e o merecimento de cada um.

A Umbanda pratica o Jesus consolador, e, silenciosamente, vai evangelizando pelo Brasil afora, levando Suas máximas: “A água mais límpida é a que corre no centro do rio, pois as margens sempre contêm impurezas”. “Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, porque o amanhã cuidará de si mesmo”, pois Ele nos envia o Seu amor incondicional, que não impõe condições, porque não julga, não cobra, apenas Se doa e espera pelo nosso despertar para as verdades espirituais, para o homem de bem que existe dentro de cada um de nós.

Quando Jesus se aproximou de João Batista, que, com os joelhos encobertos pela água do Rio Jordão, mais uma vez falava do Messias, ao olharem-se um ao outro, uma força poderosa instalou-se sobre todos os circunstantes. Jesus então aproximou-Se de João Batista, e este ajoelhou-se aos pés do cordeiro de Cristo. Mansamente Ele o levantou e agachou-Se sinalizando para que João O batizasse. Nesse instante único, vibraram intensamente sobre Jesus, no centro do seu chacra coronário, o Cristo Cósmico e todos os Orixás. Foi preciso que o Messias fosse “iniciado” por um mestre do amor na Terra, para que se completasse Sua união com o Pai, e ambos fossem um. Esse é um dos quadros históricos mais expressivos e simbólicos que avalizam os amacis na Umbanda.

Texto extraído do livro “Umbanda Pé no Chão – Um guia de estudos orientados pelo espírito Ramatís ( Editora Conhecimento) - recebido por e-mail enviado em 18/03/2009 por Mãe Vanessa Cabral - Dirigente do Templo Universalista Pena Branca (Filiada da T.U.Caboclo Pery)