A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos Guias, Mentores e Protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Os Perigos e Conseqüências da Mediunidade Mal Orientada



A falta de doutrina e de comprometimento que existe, em muitas casas espiritualistas, coloca em risco a saúde física e psicológica dos médiuns.
Para se ter idéia, há casas que iniciam qualquer pessoa que tenha vontade em trabalhos de desenvolvimento mediúnico de incorporação.
E as pessoas que começam a frequentar os trabalhos, por não terem a menor noção do que é certo ou errado, se submetem.
Na verdade, existem casos em que a mediunidade de incorporação nunca vai se manifestar porque o médium deverá desenvolver outras formas de mediunidade.
Consequentemente, tentando fazer incorporar quem não deve, surgem atrapalhações de toda ordem.
A mediunidade deve ser desenvolvida de forma progressiva e individualizada, e o bom desenvolvimento do corpo mediúnico depende muito da firmeza e da competência do chefe encarnado do grupo e do espírito dirigente dos trabalhos.
Na Terra, a esfera material das diversas formas de religião é conduzida pelos encarnados, o que inclui a organização das casas, a orientação das pessoas e até a redação dos textos que explicam os fenômenos espirituais.

É justamente por se tratar de “coisa de humanos” que a religião muitas vezes é deturpada.

Se os espíritos de luz pudessem atuar sozinhos, várias situações inoportunas deixariam de acontecer.

Mas os trabalhos religiosos na Terra precisam da união do plano físico e do espiritual.

Sem o fluido animal dos médiuns, não é possível para os espíritos atuar em nosso nível vibratório.. Daí a grande importância dos médiuns e também da assistência nos trabalhos religiosos.

Quando um dirigente religioso, independente da linha em que trabalhe, se deixa envolver pelo ego, passa a acreditar que é dono-da-verdade e, o que é ainda pior, que é dono das pessoas sua mente se fecha para as orientações do plano espiritual que deveriam orientar sua conduta, porque sua vontade passa a ser mais importante.

Quando o chefe dos trabalhos “se perde”, os espíritos não compactuam com os erros cometidos, mas respeitam o livre-arbítrio de todos. Ficam à parte, aguardando que a situação se modifique para novamente poderem trabalhar com seus médiuns.

As pessoas não ficam desamparadas, mas os espíritos não compactuam com o ego. Há trabalhos que, irresponsavelmente, surgem em função da vontade que têm algumas pessoas de dirigirem grupos. Se uma pessoa resolve iniciar uma sessão, a responsabilidade é dela. Os seus protetores não vão puni-la por isso, mas toda a carga que surge em função dos trabalhos vai ser também responsabilidade dela.

Surgem, em função disso, muitas complicações, para quem dirige e para quem é dirigido. Portanto, não bastando atrapalhar a si mesmo, o chefe deverá arcar com as consequencias do que provoca para o corpo mediúnico de sua casa.

O mesmo vale para quem decide que vai prestar “atendimentos espirituais” ou outros tipos de “trabalho” relacionados, sem as devidas proteções que só uma casa, com os devidos calços, pode ter.

Toda aplicação do dom mediúnico deve estar sobre a proteção de uma corrente espiritual e de uma chefia realmente capacitada.

Infelizmente, em muitas casas sem boa direção espiritual, exerce-se o hábito de desenvolver a mediunidade em pessoas obsediadas, causando-lhes desequilíbrios ainda piores do que a própria obsessão.

São pessoas que, estando claramente doentes, são levadas a abrirem seus canais de mediunidade, irresponsavelmente, a fim de supostamente se curarem.

A pessoa perturbada chega nos trabalhos e é aconselhada a desenvolver… porque tem mediunidade. Deveria procurar entender o que acontece consigo, através da doutrina, e não sair procurando um lugar para “desenvolver” Situações como essa, ocorrem devido ao pouco conhecimento doutrinário dos dirigentes das casas e até dos médiuns que dão consultas, acreditando que estão falando pelos espíritos.

A mediunidade perturbada pela obsessão não merece incentivo.

No aspecto patológico, existem aqueles que, por desequilíbrios neurológicos, se comportam como vítimas de processos obsessivos.

Nestes casos, também é inoportuno o desenvolvimento das faculdades mediúnicas.

Mentores espirituais de casas honestas cuidam de tratar desses processos obsessivos até que os fenômenos cessem, e o enfermo, curado, possa retomar suas atividades normais e, quem sabe, desenvolver sua mediunidade.

Tudo está muito bem, se o médium está preparado, saudável e consciente de que desenvolver a mediunidade é o que realmente deseja e de que realmente precisa.

Por outro lado, se a pessoa está desequilibrada, doente, desenvolvendo algo que nem sabe exatamente o que é, possuir um canal aberto será algo muito perigoso.

Em ambos os casos, haverá a possibilidade da comunicação com o mundo dos espíritos, e um médium despreparado não vai saber identificar, nem filtrar,mensagens boas de mensagens oriundas de espíritos obsessores.

Por isso, desenvolver a mediunidade em quem não está preparado permite que as obsessões se manifestam pelo canal mediúnico que foi aberto, ocasionando demências em diferentes graus.

A mediunidade não é causadora da enfermidade ou da loucura. É o seu desenvolvimento indevido que permite que um espírito obsessor dela se utilize para instalar, na mente de sua vítima, a enfermidade mental.

Pensar na mediunidade como causa desses distúrbios seria o mesmo que culpar a porta de uma casa pela entrada do ladrão. A porta foi somente o meio ou a via de acesso utilizada para a realização do furto, por negligência e desatenção do dono da casa.
Precisamos também conhecer a fadiga mediúnica. O exercício da mediunidade provoca perda de fluidos vitais do corpo do médium e tende a esgotar os seus campos energéticos. Por isso os dirigentes capacitados dedicam especial atenção e cuidado para com os médiuns iniciantes.
É comum encontrar médiuns desequilibrados, atuando em grupos espiritualistas, onde incluem-se até mesmo os brandos trabalhos de mesa kardecistas.
Em alguns casos, o descontrole psíquico pode levar o indivíduo à loucura,principalmente no caso das pessoas predispostas ao desequilíbrio.
Convém que o dirigente espiritual esteja atento à conduta dos médiuns, para perceber indícios de anormalidade.
Mediunidade é uma atividade psíquica séria, e a ela só devem se dedicar pessoas que se disponham a ter conduta religiosa, ou seja, uma moral sadia e hábitos disciplinados.
A prática da mediunidade em obsediados é capaz de produzir a loucura.
A irresponsabilidade e incompetência de dirigentes nos critérios de admissão e instrução de seus trabalhadores pode culminar em demência. Basta imaginar a situação em que uma pessoa obsediada é submetida a entidades hipócritas.
É fácil imaginar que se estabelecerá um processo de fascinação que pode culminar em demência.
Lembremos que a humildade, a dedicação, a paciência e a renúncia são os caminhos do crescimento mediúnico.
O orgulho e os maus espíritos são seus obstáculos.
A mediunidade, assim como todos os dons, possui dois lados.
Se, por um lado, é fonte de abençoadas alegrias; por outro, pode ser também de profundas decepções.
Mas isso nunca deve ser motivo para que alguém desista de desenvolver a sua mediunidade, de cumprir a sua missão, pois ela é simples e gratificante na vida das pessoas que a abraçam como missão de serviço nas legiões do Grande Pai Oxalá.

Por Jorge Menezes

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Avante, Filhos de Fé...



Ativismo na Umbanda

1.     Ser ativo ou passivo na Umbanda
A Umbanda é uma religião onde todos são tratados e reconhecidos como iguais, independente da raça, sexo, condição social, espécie, entre outros, e principalmente, é formada por pessoas “ativas”, que se dispõem como voluntários, sem medir esforços para o desenvolvimento espiritual e ajuda ao próximo.

Ser composta por membros ativos permite que a Umbanda seja feita por todos os interessados da comunidade onde ela está inserida, quebrando ainda mais as barreiras de preconceitos e exclusão da sociedade.

Porém, passado certo tempo na religião, algumas pessoas questionam que “se sempre foi assim, o que é que eu posso fazer?”. Nesse caso há uma inversão nos papéis dessas pessoas onde deixam de ser ativas para se tornarem passivas, ou seja, aceitam tudo o que outros dizem ou se tomam a base que está formada no terreiro como verdadeira e imutável, perdendo o interesse na busca por novas informações e bloqueiam o desenvolvimento da Umbanda local.

Afinal, o que “posso fazer?”.

Estudar mais, procurar respostas, questionar os guias, questionar outros sacerdotes e tentar encontrar meios que respondam as perguntas que eliminariam essa conformidade!

Outro fator importante da Umbanda é que não há heresia na religião! Questionar tudo leva ao conhecimento e à evolução, e a Umbanda permite e deve evoluir juntamente com todos os seus membros, pois só assim caminhará lado a lado com a sociedade. 

2. Macumba
Então os verdadeiros umbandistas são ativos, questionadores e pesquisadores. E são macumbeiros?

Depende do que definimos como “macumba”.

Há várias explicações de muitos estudiosos e escritores de religiões sobre a origem da palavra macumba, mas a que é mais aceita por muitos é de que macumba é um instrumento musical de uma tribo africana.

Mas certa igreja, vendo que muitos de seus adeptos começavam a se interessar pelos batuques das senzalas, e com medo de diminuir seu séquito, resolveu criar a ideologia de que aquilo que era praticado pelos negros era diabólico, e associou as palavras africanas mais fortes com satanás, como por exemplo, a palavra Exu passou a ser o próprio anjo do mau, e macumba, que substituía a palavra ebó, que era a oferenda aos Orixás.

O que mais chocava, e ainda choca, as pessoas em um ebó, ou “macumba”, é quando há animais mortos. Há sempre a impressão de que houve tortura para com o animal. Se tiver tortura e cadáver, faz parte do demônio, como pensam a maioria.

Por outro lado, essa mesma igreja pegou as palavras Umbanda, Candomblé e Quimbanda e colocou-as em um liquidificador, misturou tudo, e jogou aos quatro ventos de que era a mesma coisa. Outras igrejas desprovidas de dogmas e por não ter o que dizer, assumiram isso como verdade e adotaram a idéia, chegando escrever até livros sobre o assunto.

Encontramos umbandistas que acham que isso é verdade, de tão boa que a propaganda foi feita.

Para deixar claro, teoricamente a Umbanda não faz o sacrifício animal em seus rituais, mas assim como há muitos candomblés que também não o praticam em seus rituais, há umbandistas que o praticam.

Logo, o umbandista não é macumbeiro que faz um ebó com animal. Mas é macumbeiro quando utiliza vários instrumentos musicais em seus rituais, incluindo a verdadeira macumba, instrumento parecido com um reco-reco.

3.     Ser ou não ser afro
Se a igreja juntou a Umbanda, o candomblé e a Quimbanda como se fosse uma religião só, há algo que as interliga?

Há quem diga que o fato dessas três religiões utilizarem nomes de Orixás africanos elas podem ser chamadas de “afro-brasileiras”, daí a ligação.

Vejamos bem, no caso da Umbanda, que é uma religião originada de uma mistura entre alguns rituais de povos africanos, da igreja católica romana, do espiritismo kardecista francês e ritual indígena brasileiro, e principalmente sobre a orientação dos guias espirituais, tornando-a a mais brasileira de todas as religiões, é mais conveniente intitulá-la de brasileira do que afro-brasileira.

O prefixo afro remete a toda África, continente que possui milhares de povos e tribos com vários rituais e deuses, muito diferente do que é seguido e praticado na Umbanda.

Para reforçar a idéia de que a Umbanda não é afro, notemos que os nomes dos Orixás vieram de várias tribos de regiões diferentes do continente africano, nomes que foram somados ao conhecimento e união de escravos de várias tribos numa mesma senzala, ou posteriormente com a união de escravos de várias senzalas. Muitas tribos adoravam apenas um ou outro desses Orixás e nenhuma adorava a mesma sequência que a Umbanda ou o Candomblé, por exemplo. Há outras tribos que desconheciam por completo esses Orixás e usavam outros nomes ou deuses. Algumas tribos praticavam ritual onde envolvia humanos em sacrifícios. Havia ainda, em uma tribo ou outra, ritual onde era feito sacrifício animal toda vez que ocorria uma sessão religiosa.

Dizer que a Umbanda é afro é aceitar que ela permita em seu dogma um pouco de tudo o que há na África, o que não é verdade, pois apenas uma pequena parcela de ritual africano é que é utilizado.

Mas para muitos, a Umbanda é afro-brasileira, e neste caso é desconsiderado o restante dos rituais da África. As parcelas do ritual católico, francês, indígena brasileiro e espiritual são ignoradas nessa definição, senão poderíamos definir como religião afro-ítalo-franco-ameríndia-brasileira.

E tem mais. Por ser considerada afro-brasileira, dizem que a Umbanda é irmã de outras religiões afro-brasileiras, como o Candomblé, por exemplo, e por isso, deve haver uma parceria de uma para com a outra.

4.  Respeito e apoio
Por ser religião, a Umbanda deve ter e manter respeito por todas as religiões. Todas sem exceção. Independente de ser ou não afro, a questão de irmandade pode ou não ser considerada, mas o que devemos ter em mente é: respeito é diferente de apoio.

Apoiar algo é aprovar o mesmo, e desde que não fira os dogmas da religião é louvável se, além da parceria, há o apoio por outra religião.

Para ilustrar a diferença entre respeito e apoio, tomemos como exemplo um caso recente (novembro/2010) onde o prefeito Barjas Negri de Piracicaba, vetou a lei proposta pelo vereador Laércio Trevisan Jr., de proibição do uso de animais em rituais religiosos. (veja mais em: http://www.tribunatp.com.br/modules/news/article.php?storyid=7405).

Se a lei fosse sancionada pelo prefeito, abrir-se-ia precedente para que outras cidades proibissem o uso de animais em rituais religiosos, prejudicando diretamente o Candomblé, que é quem utiliza os mesmos em seus rituais.

Se a Umbanda é preservação da natureza, é paz e amor, é respeito por todas as formas de vida, e não utiliza animais em seus rituais, não faz sentido a Umbanda apoiar o Candomblé nesta suposta vitória com o veto do prefeito de Piracicaba.

Apoiar, neste caso, remete a Umbanda a aceitar que animais sejam imolados por outras religiões, quebrando assim as bases que contradizem o mesmo.

Neste caso, a posição que deveria ser assumida pelos umbandistas seria: respeitamos o Candomblé com seus rituais, mas não apoiamos o veto do prefeito de Piracicaba e não vemos motivos para comemoração, pois quem sai perdendo são os animais, que são sagrados para a Umbanda.

Simplesmente apoiar o veto e dizer que isso é uma vitória das religiões afro-brasileirasé assumir a posição passiva da Umbanda, e se conformar: se sempre foi assim, o que eu posso fazer?

5.  Porque a Umbanda respeita os animais
Segundo o filósofo Mário Sérgio Cortella “nós somos mortais e todos os outros animais são imortais, pois os seres humanos são os únicos que tem a consciência de que vai morrer, pois quando não há a consciência não existe o fato para aquele que não o sabe. O animal vive cada dia como se fosse o único e o ser humano vive cada dia como se fosse o último”.

Infelizmente, por se achar o ser mais inteligente do nosso planeta, o ser humano acredita ser o único que possui espírito, e o resto é criação divina para servir ao bem estar do homem.

Tendo ou não consciência de sua existência, sabendo ou não reconhecer-se em um espelho, tendo ou não inteligência para solucionar problemas complexos, os animais sentem dor, medo, fome, frio, alegria, ansiedade, entre tantos sentimentos iguais aos sentimentos humanos. Se há sentimento, há espírito. Se há espirito, neste caso temos a irmandade entre humanos e animais.

Se o espírito humano é mais ou menos evoluído que o espírito do animal não cabe neste texto.

Se os animais possuem espírito eles merecem o mesmo respeito que os humanos.

A Umbanda respeita toda a criação divina. Sejam humanos, animais, plantas, água, ar, etc., tudo merece respeito.

Acreditar que o ser humano é o centro da criação divina vai contra os ensinamentos dos guias espirituais que dizem que todos os seres são iguais. Os animais não foram criados para a subserviência do homem.

Se somos iguais, se possuímos espíritos, se temos a mesma importância na criação divina, qual é a diferença do sacrifício animal do sacrifício humano?

Não há.

Matar um bode para utilizar seu sangue pode ser considerado o mesmo que matar uma criança para o mesmo objetivo.

O que alegam os responsáveis pelo sacrifício é a dificuldade em conseguir o sangue para o ritual, aparentemente necessário para se conseguir axé e energias.

O que a Umbanda faz é substituir o sangue animal pelo sangue vegetal em seus rituais sem perder o axé e poder. O sangue vegetal pode ser o sumo de plantas ou o mel, por exemplo.

Assim como há várias “umbandas”, onde uma ou outra faz o uso do sangue animal, há candomblés que não fazem o uso do mesmo, como exemplo, há o Candomblé Verde http://verdesfolhas.blogspot.com/.

6.     Mudanças na Umbanda
A Umbanda é uma grande religião formada por vários segmentos e vários pensadores e estudiosos que delineiam seus caminhos, sem um órgão centralizador, e por isso não possuem heresias em seus fundamentos.

Questionar os dogmas da religião pode levar a evolução, o que trás melhorias, axé e forças para todos.

Ao trocar o axé animal pelo axé vegetal, não houve perda de axé no ritual umbandista, houve aumento de axé, pois foi substituído a dor e sofrimento de um animal pela força e energia contidas nas plantas e ervas.

Há terreiros que estão substituindo o marafo dos Exus por água de coco.

Substituiu-se o fumo industrializado com substancias tóxicas, por mistura de ervas naturais.

São pessoas ativas que buscam soluções e melhorias. São essas pessoas que questionam os porquês de cada coisa, buscam respostas e ajudam na evolução da Umbanda.

Umbanda repensada, questionada e estudada, é uma Umbanda que evolui e respeita a criação divina, respeita os seres humanos, os animais e as plantas.

Se sempre foi assim, quero saber por que, se puder irei mudar, melhorar e ajudar.


Por: Newton Carlos Marcellino



Umbanda é... Religião, Brasileira, Caridade, Caminho, Fé, Respeito, Cristã, Viva, Salve, Saravá... Umbanda é Amor!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O Carnaval


O Carnaval é o período que a “Bruxa está solta!”. Mas o que acontece de fato nesta época?

Bem, existem espíritos que quando encarnados, se desequilibram e tomam o caminho dos vícios, contrário ao das virtudes. Muitos se viciam em álcool  em sexo, drogas, etc. Ao desencarnar, estes espíritos continuam viciados, e andam perambulando por aí a procura de alguém que está bebendo, tendo relações sexuais, se drogando, para que através destas pessoas eles continuem alimentando seus vícios.

Como o inconsciente coletivo da população no carnaval é que “Está tudo liberado”, estes espíritos são naturalmente atraídos em massa para os locais de festa. Quando bebemos, alteramos a nossa consciência para o pólo negativo, e passamos a atrair além dos espíritos viciados, os baderneiros (kiumbas), que estarão nos incentivando ao máximo para que façamos algo de errado.

Alguns espíritos viciados em sexo, chegam até a estimular os órgãos genitais de homens e mulheres para que eles sintam um desejo incontrolável de se relacionar, assim fornecendo a preciosa energia sexual a estes viciados.

Então não posso aproveitar o carnaval?
PODE. A felicidade é sempre bem-vinda. O que está vetado são os exageros.

Quer aproveitar?
Proteja-se. Umbandistas: Firmem suas Esquerdas, firmem suas forças, acendam a vela para o Anjo Guardião. Tomem banhos de ervas, façam magia.

Sabe o que está realmente liberado no carnaval?
Fazer suas proteções, seguranças, não importa qual for a sua religião, a sua crença.

Aos médiuns novos, vocês estão com um campo muito aberto. Portanto, se não se sentirem bem em algum lugar, NÃO PENSEM DUAS VEZES, saiam! Se sentir necessidade, não hesitem em procurar ajuda de alguém que seja capacitado para te ajudar.

Então, você curte o carnaval? Pode aproveitar, mas tenha consciência!

Não curte o carnaval? Este é um excelente período para você projetar tudo o que deseja para este ano!

Saravá!

Por Carla Guedes.

Fonte: http://setelinhas.wordpress.com/ 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Os Mentores de Cura



Quem São os Mentores de Cura?
Os mentores de cura trabalham em diversas religiões, inclusive na Umbanda. São muito discretos em sua forma de se apresentar e trabalhar, e estas formas mudam de acordo com a religião ou local em que irão atuar. São espíritos de grande conhecimento, seriedade e elevação espiritual. Alguns deles não demonstram muito sentimento mas mesmo assim têm muita vontade de ajudar ao próximo, com o tempo tedem a evoluir também para um sentimento maior de amor ao próximo.

São extremamente práticos, não aceitando conversas banais ou ficar se estendendo a assuntos que vão além de sua competência ou nos quais não podem interferir, pois não são guias de consulta no sentido ao qual estamos habituados na Umbanda.

Para se ter uma idéia melhor, sua consulta seria o pólo oposto à consulta com um Preto Velho. Normalmente os pretos velhos dão consultas longas, cheias de ensinamentos de histórias, apelando bem para o lado emocional. Já os Mentores de Cura, se dirigem ao raciocínio, buscam fazer o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados. Quando precisam passar algum ensinamento o fazem em frases curtas e cheias de significado, daquelas que dão margem à longas meditações.

São espíritos que quando encarnados foram: Médicos, Enfermeiros, Boticários, Orientais (que exercem sua própria medicina desde bem antes das civilizações ocidentais), Religiosos (monges, freis, padres, freiras, etc.), ou exerceram qualquer outra atividade ligada a cura das enfermidades dos seres humanos, seja por métodos físicos, científicos ou espirituais.

Métodos de Trabalho
Cada guia tem sua forma de restituir a saúde aos encarnados, normalmente se utilizam de meios dos quais já se utilizavam quando encarnados, mas de forma muito mais eficiente, pois após chegarem ao plano espiritual puderam aprimorar tais conhecimentos. Além disso esses espíritos aprenderam a desenvolver a visão espiritual, através da qual podem fazer uma melhor anamnese (diagnóstico) dos males do corpo e da alma.

Aliados aos seus próprios métodos individuais eles se utilizam de tratamentos feitos pelas equipes espirituais ou ministrados pelos encarnados com auxílio do plano espiritual.

Alguns deles são:

Cirurgia Espiritual
É realizada pelo mentor de cura incorporado ao médium. E envolve a manipulação do corpo físico através das mãos do médium, podendo ou não haver a utilização de meios cirúrgicos elementares (cortes, punções, raspagens, etc…). O maior representante deste método de trabalho no Brasil é o espírito do Dr. Fritz, mas este método é utilizado em diversas culturas e religiões.

Cirurgia Perispiritual
É realizada diretamente no perispírito do paciente, com ou sem a colaboração de um médium presente, costuma ser realizada por uma equipe espiritual designada especificamente para cada caso e ser feita em dia e horário pré determidados.

Visita Espiritual
É realizada por uma equipe espiritual, que visita o paciente no local onde ele estiver repousando, também com um dia e hora predeterminados. Na visita, darão passes, farão orações, etc…

Cromoterapia
É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiúns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no duplo etérico. Muito utilizado para males de origem emocional.

Fluidoterapia
É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiúns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no perispírito.

Reiki
É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiúns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no duplo etérico. Muito utilizada para males de origem emocional ou psíquica e para realinhamento de chacras.

Homeopatia
Indicada e receitada pelos mentores espirituais. As fórmulas são feitas normalmente por laboratório de manipulação homeopáticos. E devem ser tomados de acordo com o determinado.

Outros
Fora estes tratamentos, também podem ser utilizados, florais de Bach, cristaloterapia, chás, aromaterapia, acumpuntura, do-in, etc…

Em alguns casos os guias também indicam dietas, alimentos a serem evitados ou ingeridos para melhoria da saúde geral.

OBS: Para o momento da visita espiritual e cirurgia espiritual: O paciente deverá vestir-se e deitar-se com roupas claras (de preferência branca); ficar num ambiente calmo, com pouca luz e colocar ao lado um copo d’água para ser bebida após o tratamento.

Após a visita e a cirurgia, o paciente deverá manter-se em abstenção por mais 6 horas, para que a energia doada seja melhor absorvida.

Como interagem com os médiuns

Incorporação
É muito sutil e dificilmente inconsciente a incorporação dos mentores de cura. Muitas vezes atuam apenas na fala e só assumem o controle motor quando necessário.

Intuição
Alguns mentores trabalham com seus médiuns apenas pela via intuitiva, indicando as providências a tomar e tratamentos. Neste caso, é necessário um grande equilíbrio e desenvolvimento do médium, para que o mesmo não atrabalhe nas indicações dadas pelo mentor.

Psicografia (Receitistas)
Funciona da mesma forma que a psicografia comum, mas os espíritos comunicantes costumam psicografar receitas de tratamentos e medicamentos (que em alguns casos podem até mesmo ser da medicina comum).

Equipes Espirituais

Cirúrgicas
São formadas da mesma forma que as equipes cirúrgicas do plano material, compostas de cirurgião, assistente, anestesista, instrumentista, enfermeiros, etc… Apenas diferem no que se refere aos instrumentos e tecnologia utilizados. Incluindo também a aplicação de passes e energias associados a intervenção cirúrgica.

De Oração
Formadas normalmente por espíritos religiosos, acostumados às preces quando encarnados. Estas equipes se reúnem junto ao paciente em uma corrente de orações com finalidade de equilibrar o mental e emocional do paciente e também de buscar energias dos planos superiores. Como efeito adicional, a prece tende a elevar a energia gelal do ambiente onde está o paciente, assim como dos encarnados que estam atuando junto ao mesmo.

De Proteção
Quando o mal físico está associado a interferência de espíritos inferiores, essas equipes fazem a proteção do paciente, enquanto o mesmo é tratado nas cirurgias ou visitas, ou enquanto está seguindo as recomendações indicadas pelos mentores de cura.

De Passes (passe espiritual)
Seu trabalho é realizado em sua maior parte durante as sessões de cura e durante as visitas espirituais. Dando passes no paciente, nos assistentes e nos médiuns; antes, durante e após a sessão.

De Apoio
Estas equipes atuam levantando o histórico do paciente diretamente no seu campo mental, preparando-o através da intuição para a consulta, estimulando-o através do pensamento a reeducar hábitos nocivos, a mudar as situações que estejam prejudicando a própria saúde, inspirando-os força de vontade para continuar os tratamentos e seguir as recomendações e dietas.

O que curam e o que não curam

Males Físicos
A maior parte dos males físicos de que os encarnados sofrem, são causados pelos maus hábitos, vícios e má alimentação. Os mentores nestes casos se utilizam das diversas terapias para a cura mas principalmente esclarecem ao encarnado quanto a órigem de tais males, sugerindo dietas, o abandono ou diminuição dos vícios e mudança de hábitos. Nestes casos a cura definitiva só pode ser obtida com a plena conscientização do paciente e com a sua força de vontate e compromisso na obtenção do equilíbrio orgânico.

Males Mentais
Parte dos males mentais (depressão, angústia, apatia) são causados por obsessores, mas a maior parte deles tem por origem a própria atitude mental do paciente. Pensamentos negativos atraem energias negativas, que quando se tornam constantes e intensas podem se materializar no corpo físico na forma de doenças. Males como: úlceras, enxaquecas, hipertensão, problemas cardíacos, e até mesmo algumas formas de câncer podem ser provocados pela mente do pacinte, quando esta se encontra tomada por pensamentos negativos.Também neste caso os mentores além de indicarem os tratamentos apropriados, esclarecem ao paciente quanto a necessidade de mudar a atmosfera mental, com objetivo de não ficar atraindo continuamente energias desequilibrantes, costumam também sugerir passeios por locais da natureza e o hábito da prece como forma de atrair energias novas e regeneradoras.

Males Kármicos
Os males kármicos se caracterizam por doenças incuráveis (fatais ou não) tanto pela medicina alternativa, quanto por terapias alternativas ou por meios espirituais. Nestes casos o tratamento visa o alívio do paciente ou ampará-lo emocionalmente para que sua atitude mental não tome o rumo da revolta ou do desespero.

As doenças karmicas são males que escolhemos antes de encarnar como forma de resgatarmos erros passados. Típicos males kármicos são: Cegueira de nascença, mudez, Idiotia, Eplepsia, Sindrome de Down, Más-Formações do corpo físico, etc. Na maior parte são males de nascença, embora algumas doenças possam ter sido “programadas” para surgir em determinada época da encarnação.
Nestes casos os mentores não podem (e nem deveriam) curar o corpo, pois através do padecimento deste é que o espírito está resgatando suas faltas e aprendendo valiosas lições para sua evolução e crescimento.

Males Espirituais
São aqueles causados pela atuação dos espíritos (obsessores, vampirizadores, etc.) e que se refletem no corpo físico. Nestes casos os mentores cuidam do corpo físico enquanto o paciente é tratado também em sessões de desobsessão, descarrego, etc.
Ou seja os mentores com as terapias à seu alcance minimizam e atenuam os males causados ao corpo físico enquanto o paciente é tratado na origem espiritual do mal de que sofre.

Quando o paciente se vê livre da presença espiritual nociva, os mentores costumam ainda continuar com os tratamentos visando reparar os males que já haviam sido causados ao organismo, até que ele retorne ao seu equilíbrio.

A Sessão de Cura (O visível e o Invisível)

Os Pacientes
O paciente deverá abster-se de bebidas alcoólicas, café, cigarro, carnes de origem animal e sexo, 24 horas antes da consulta, da visita e da cirurgia espiritual.

A Preparação
Muito tempo antes dos portões da casa espiritual se abrirem ou dos médiuns chegarem, o ambiente destinado aos tratamentos já está sendo limpo e preparado.
Os procedimentos começam com o isolamento da casa que é cercada por equipes de vigilantes espirituais (os exus), que impedem a entrada de espíritos perturbadores e fazem a limpeza fluídica dos encarnados que chegam. Caso seja nessessário, podem provocar até mesmo um mal estar ou utra situação de forma a afastar as pessoas que venham a casa espiritual com má intenção ou envolta em fluidos que possam perturbar os trabalhos.

Logo após se procede a limpeza do ambiente interno da casa e em seguida há uma energização do ambiente. Em paralelo a isto, alguns espíritos trazem até o ambiente alguns fluidos extraídos da natureza, para serem utilizados posteriormente no tratamento dos pacientes.

Em seguida a isso vão chegando a casa os mentores com suas equipes de trabalho de forma a se reunirem e fazerem o planejamento dos trabalhos a serem executados.

Fora da casa espiritual, os médiuns que irão ser veículo dos mentores, devem estar se preparando física e mentalmente para os trabalhos, e já estão sendo magnetizados e preparados pelo plano espiritual de forma a terem maior sintonia com os mentores.

Quando os médiuns chegam à casa, continuam sendo preparados pelas equipes espirituais. E enquanto cuidam do ritual (incensos, cristais, velas, etc.) vão entrando em sintonia com o plano espiritual. A preparação termina com a prece de abertura, onde o pensamento dos encarnados e desencarnados se une numa súplica ao Divino Médico para que ele interceda por todos.

Após isso os mentores de cura se manifestam e dão sua mensagem indvidual para o início dos trabalhos.

A Mesa
A mesa da sessão de cura é composta por 3 ou 4 médiuns que devem se manter em concentração/oração durante todo o tempo em que estiverem compondo a mesa, e só devem romper a concentração após a partida de todos mentores que estiverem trabalhando.

A mesa funciona como um ponto focal de energias, é através da mesa que chegam as energias e ordens de mais alto e são distribuídas às equipes. Por ser um local onde existe alta concentração/oração é o ponto para onde convergem as energias mais puras e mais sublimes da sessão de cura. Eventualmente, podem se manifestar à mesa algum mentor de cura, ou algum dos médiuns pode ser utilizado em alguma psicografia (por isso mesmo é interessante manter lápis e papel á mesa).

Na mesa também fica a água a ser fluidificada e o nome de algumas pessoas que receberão irradiação.

Os Médiuns
Os médiuns que não estiverem trabalhando com seus mentores, compondo a mesa ou atuando como cambones dos mentores devem manter o silêncio a concentração e a oração.

Devem utilizar esse momento para permitir que seus próprios mentores os preparem para futuramente trabalharem com eles. E ter também consciência de que toda a energia positiva que estiverem atraindo para os trabalhos de cura através de sua concentração/oração estará sendo amplamente utilizada pelos mentores e pelas equipes de cura para levar a caridade a todos os que estiverem sendo tratados.

O Encerramento
No encerramento, os mentores de cura dão suas mensagens finais e partem. Neste momento os médiuns que compõem a mesa também podem romper a concentração. Todos os médiuns tomam da àgua fluidificada que está na mesa. E caso o dirigente julgue conveniente, pode efetuar a leitura de alguma mensagem que porventura tenha sido psicografada.

No plano espiritual, o trabalho ainda continua, com distribuição de serviço entre as equipes espirituais. Somente após a saída de todos os médiuns e com o encerramento dos trabalhos de cura no plano espiritual é que a corrente dos vigilantes (exus) se desfaz, embora a casa continue sendo vigiada, apenas não de forma tão ostensiva.

Retirado da Apostila do Curso de Umbanda da Sociedade Espiritualista Mata Virgem


Assista o Vídeo: 

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A UMBANDA E O EVANGELHO DE JESUS

A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos guias e protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

A Umbanda convida o homem a se transformar. Assim sendo, o consulente recebe esclarecimento sobre sua real condição de espírito imortal, ou seja, é levado a entender que é o único responsável pelas próprias escolhas, e que deve procurar progredir na escala evolutiva da vida, superando a si mesmo. Mas para transformar- se é preciso estar pronto para compreender as energias que serão manipuladas, porque elas trabalham com o ritmo interno. Ouvir a intuição é, portanto, ouvir a si próprio; é saber utilizar os recursos necessários que estão disponíveis para efetuar a mudança do estado de consciência.

Por isso, transformar significa reverter o apego em desapego, as faltas em fartura, a ingratidão e o ressentimento em perdão.. É não revidar o mal, mas sempre praticar o bem.

Dar sem esperar reconhecimento ou gratidão. A beleza da vida está justamente na “individualidade” , no ser único, criado por Deus para amar. E este ser único está ligado à coletividade pelos laços do coração e da evolução, a fim de aprender a compartilhar, respeitar, educar e ser feliz.

Somos o somatório dos nossos atos de ontem: por ter cometido inúmeros excessos, estamos conhecendo a escassez, ou melhor, sempre atuamos à margem, não conseguindo nos equilibrar no caminho reto, pois o processo de evolução é lento, não dá saltos, respeita o livre arbítrio, o grau de consciência e o merecimento de cada um.

A Umbanda pratica o Jesus consolador, e, silenciosamente, vai evangelizando pelo Brasil afora, levando Suas máximas: “A água mais límpida é a que corre no centro do rio, pois as margens sempre contêm impurezas”. “Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, porque o amanhã cuidará de si mesmo”, pois Ele nos envia o Seu amor incondicional, que não impõe condições, porque não julga, não cobra, apenas Se doa e espera pelo nosso despertar para as verdades espirituais, para o homem de bem que existe dentro de cada um de nós.

Quando Jesus se aproximou de João Batista, que, com os joelhos encobertos pela água do Rio Jordão, mais uma vez falava do Messias, ao olharem-se um ao outro, uma força poderosa instalou-se sobre todos os circunstantes. Jesus então aproximou-Se de João Batista, e este ajoelhou-se aos pés do cordeiro de Cristo. Mansamente Ele o levantou e agachou-Se sinalizando para que João O batizasse. Nesse instante único, vibraram intensamente sobre Jesus, no centro do seu chacra coronário, o Cristo Cósmico e todos os Orixás. Foi preciso que o Messias fosse “iniciado” por um mestre do amor na Terra, para que se completasse Sua união com o Pai, e ambos fossem um. Esse é um dos quadros históricos mais expressivos e simbólicos que avalizam os amacis na Umbanda.

Texto extraído do livro “Umbanda Pé no Chão – Um guia de estudos orientados pelo espírito Ramatís ( Editora Conhecimento) - recebido por e-mail enviado em 18/03/2009 por Mãe Vanessa Cabral - Dirigente do Templo Universalista Pena Branca (Filiada da T.U.Caboclo Pery)