A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos Guias, Mentores e Protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

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sexta-feira, 28 de junho de 2013

A Fé

  
   "Pensamentos podem ganhar forma e vida semi-inteligente"

     Agora que já sabemos que o universo trabalha para nós quando permitimos, vamos entender como isso funciona. Sabemos que devemos colocar em andamento nossa intenção, depois exercitarmos a concentração para darmos atenção ao nosso objetivo, que certamente deve estar claro em nossas mentes e, em seguida, devemos acionar nossa vontade para dar andamento à prática. Para isso, devemos conhecer alguns fatos irrevogáveis a respeito do mundo invisível.

      Um deles e o mais importante neste caso é a existência de algo que em ocultismo denominamos "formas-pensamento". Vamos tentar entender: um pensamento, quando emitido, provoca uma serie de vibrações nos corpos sutis, ou seja, em nosso corpo emocional e mental, que se propagam em ondas de pensamento.

      Toda vez que pensamos emitimos essas ondas que se unem rapidamente à essência elemental. A essência elemental é uma estranha, fina e sensível matéria que nos rodeia e que dá vida à matéria do plano astral e mental. Ela, por incrível que pareça, tem vida semi-inteligente. Quando emitimos um pensamento, na maioria das vezes carregado de sentimentos, a onda que se propaga se une a uma velocidade descomunal à essência elemental, dando forma e vida aos pensamentos. Daí o nome "forma pensamento".

   A "forma pensamento" possui cor, forma e vida semi-inteligente.     

  Quanto mais claro e definido for esse pensamento/sentimento, maior a força e eficiência do pensamento. A força do pensamento/sentimento, bem como sua repetição, determina sua duração e eficácia. Portanto, cada pensamento emitido produz dois efeitos: primeiro uma vibração radiante, depois uma forma colorida e flutuante. Todo pensamento, quando entra em contato com outro de vibração similar, se fortalece e produz outro pensamento do mesmo tipo. Sempre que nos propomos a colocar em prática a intenção, a atenção e a vontade em direção às nossas metas e objetivos devemos repetir diariamente e determinadamente os exercícios. Com isso, a força do pensamento fica cada vez maior, assim como sua vibração e vida.

    Para criarmos uma forma pensamento bastante eficaz devemos ter o pensamento forte e definido, com cores definidas e animado por um propósito definido.

      Se o pensamento for suficientemente forte, a distancia não faz diferença. Temos um enorme poder em nossas mãos, mas precisamos saber como usá-lo. O universo fará a sua parte, mas somente se você se propuser a fazer a sua.

       Temos que ter bem claro em nossas mentes e corações que as maldições e as bênçãos procuram seu lugar certo para alojar-se e certamente encontram.

        Portanto, se você pretende criar uma realidade de paz e harmonia, alem de realizações constantes em sua vida, tenha pensamentos elevados, de preferência de natureza amorosa e espiritual. E saiba que "formas pensamentos" enviadas a pessoas boas não as destroem, portanto, procure também pensar nos conceitos relativos a inveja, mal olhado e "trabalhos feitos", que só ganham força se a pessoas estiver na mesma vibração. Caso contrario, não têm força nenhuma.

       Pensamentos são coisas e coisas muito perigosas porque são poderosas. Pense nisso e procure fazer diariamente o exercício abaixo:
 
                                          

          
             *Mãos Etéricas: podemos criar Anjos de Luz*

        Coloque uma música suave e acenda um incenso.

      Sente-se em uma posição confortável, feche os olhos e relaxe.

      Procure afastar os pensamentos não dando atenção a eles.
 
        Apenas relaxe. 

       Esfregue suas mãos uma contra a outra e lentamente vá afastando uma da outra, criando uma esfera de luz entre elas. Essa luz pode ser branca, rosa, verde, azul, lilás, amarela ou dourada. Vá afastando lentamente as mãos até formar uma esfera de mais ou menos 20 cm de diâmetro.

      Crie essa esfera concentrando-se profundamente nessa criação.
 
      Não perca a concentração, mas se perder, assim que perceber volte à esfera de luz.

        Quando essa esfera estiver bem formada, e com o tempo você sentirá sua materialidade entre suas mãos, imprima seu propósito. Este pode ser a cura, a harmonia, a paz, a proteção, ou outra missão. Lembre-se que você está criando um anjo de luz, um soldado da luz, e este terá uma missão que sera impressa por você. Você está criando um ser vivo, um elemental, com um trabalho específico, impresso por você.

      Assim que sentir essa luz bem forte, solte as mãos e encaminhe a luz para onde você quiser. Pode ser um enfermo, uma casa, sua casa, o planeta, enfim... O que você quiser ou precisar. Lentamente volte sua consciência à vigília, e tenha muita responsabilidade. Lembre-se sempre da grande Lei.


         Por Eunice Ferrari

Roupa Branca na Umbanda



A cor branca na vestimenta dos médiuns.

Dentre os princípios da Umbanda, um dos elementos de grande significância e fundamento, é o uso da roupa branca. A cor branca é um dos maiores símbolos de unidade e fraternidade já utilizados.

A roupa branca transmite a sensação de assepsia, calma, paz espiritual, serenidade e outros valores de elevada estirpe. A cor branca contem dentro de si todas as demais cores existentes. Portanto, a cor branca tem sua razão de ser na Umbanda, pois temos que lembrar que a religião que abraçamos é capitaneada por Orixás, sendo que Oxalá, que tem a cor branca como representação, supervisiona os Orixás restantes. A roupa branca usada pelos médiuns, não dará oportunidade às pessoas que adentram um terreiro, etc. de saber qual o nível social, cultural, intelectual dos médiuns que fazem parte do mesmo, pois o branco significa IGUALDADE. Essa roupa branca, é a vestimenta para a qual devemos dispensar muito carinho e cuidado. Devem ser conservadas limpas, bem cuidadas, devem estar sempre longe do contato direto com as forças deletérias, devem estar dentro do vestiário do terreiro ou em casa sendo lavadas. Quando essas roupas ficam velhas, estragadas, jamais deve-se jogar fora ou dar, deverá ser despachada, pois trata-se de um instrumento de trabalho do médium. Nunca se deve vir vestido de casa, e sim, vestir suas roupas brancas, pois se você vai trabalhar sem o banho e com roupas que andou pelas ruas, tento o médium quanto as roupas estão impregnados de cargas fluidico-magnéticas negativas, que por conseguinte interferem no campo áurico e perispiritual do médium. Portanto, tomar o banho e vestir as roupas brancas é de grande importância. Além disso, o branco é uma cor relaxante, que induz o psiquismo à calma e à tranquilidade.

Em 16 de novembro de 1908, data da anunciação da Umbanda no plano físico e também ocasião em que foi fundado o primeiro templo de Umbanda, Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, o espírito Caboclo das Sete Encruzilhadas, entidade anunciadora da nova religião, ao fixar as bases e diretrizes do segmento religioso, expôs, dentre outras coisas, que todos os sacerdotes (médiuns) utilizariam roupas brancas. Mas, por quê? Teria sido uma orientação aleatória, ou o reflexo de um profundo conhecimento mítico, místico, científico e religioso da cor branca? No decorrer de toda a história da Humanidade, a cor branca aparece como um dos maiores símbolos de unidade e fraternidade já utilizados. Nas antigas ordens religiosas do continente asiático, encontramos a citada cor como representação de elevada sabedoria e alto grau de espiritualidade superior. As ordens iniciáticas utilizavam insígnias de cor branca; os brâmanes tinham como símbolo o Branco, que se exteriorizava em seus vestuário e estandartes. Os antigos druidas tinham na cor branca um de seus principais elos do material para o espiritual, do tangível para o intangível. Os Magos Brancos da antiga Índia eram assim chamados porque utilizavam a magia para fins positivos, e também porque suas vestes sacerdotais eram constituídas de túnicas e capuzes brancos. O próprio Cristo Jesus, ao tempo de sua missão terrena, utilizava túnicas de tecido branco nas peregrinações e pregações que fazia. Nas guerras, quando os adversários, oprimidos pelo cansaço e perdas humanas, se despojavam de comportamentos irracionais e manifestavam sincera intenção de encerrarem a contenda, o que faziam? Desfraldavam bandeiras brancas! O que falar então do vestuário dos profissionais das diversas áreas de saúde. Médicos, enfermeiros, dentistas etc., todos se utilizando de roupas brancas para suas atividades. Por quê? Porque a roupa branca transmite a sensação de assepsia, calma, paz espiritual, serenidade e outros valores de elevada estirpe. Se não bastasse tudo o que foi dito até agora, vamos encontrar a razão científica do uso da cor branca na Umbanda através das pesquisas de Isaac Newton. Este grande cientista do século XVII provou que a cor branca contém dentro de si todas as demais cores existentes. Portanto, a cor branca tem sua razão de ser na Umbanda, pois temos que lembrar que a religião que abraçamos é capitaneada por Orixás, sendo que Oxalá, que tem a cor branca como representação, supervisiona os Orixás restantes. Assim como a cor branca contém dentro de si todas as demais cores, a Irradiação de Oxalá contém dentro de sua estrutura cósmico-astral todas as demais irradiações (Oxossi, Ogum, Xangô, etc.).

A implantação desta cor em nossa religião, não foi fruto de opção aleatória, mas sim pautada em seguro e inequívoco conhecimento de quem teve a missão de anunciar a Umbanda.

Que Oxalá nos abençoem sempre!!!
Por  Léo Del Pezzo

terça-feira, 25 de junho de 2013

Sangue na Umbanda?



É muito comum encontrar em diversos sites relacionados matérias sobre o uso do sangue em terreiros de Umbanda.

O seu terreiro usa sangue para algum tipo de trabalho de Umbanda? Esperamos que não.

Já tivemos oportunidade de ver trabalhos em terreiros de Umbanda onde "aprendemos" os termos: "vamos deitar um bode", "vamos rasgar um galo" etc.

Gostaríamos de fazer saber a todos os nossos visitantes que NA UMBANDA NÃO SE USA SANGUEpara nenhum tipo de trabalho, nem espiritual, nem carnal, em nenhuma hipótese e sob nenhuma circunstância.

Se o terreiro onde você frequenta usa qualquer tipo de sangue para trabalhos espirituais saiba você que está errado.

Se o terreiro onde você freqüenta pratica qualquer tipo de imolação em qualquer animal, este terreiro deveria ser um açougue e jamais uma casa onde se louva a Deus.

Uma casa onde se louva a Deus jamais deveria atentar contra a criação divina, seja ela qual for!

ISTO É LEI !!!

E apesar disso, muita gente ainda anda usando e estimulando o seu uso em terreiros de Umbanda. Achamos um verdadeiro absurdo!!!

A Umbanda é a verdadeira ciência da magia, da manipulação energética, do conhecimento da alquimia. Os mentores espirituais que se dignam a vir aos trabalhos espirituais nos terreiros de Umbanda são, na verdade, alquimistas por excelência, ou seja, têm o conhecimento e a capacidade de transformar diversos elementos disponíveis em elementos necessários ao trabalho em questão. Para tanto, não se faz necessário o uso do sangue e nem qualquer sacrifício de um ser vivo para qualquer tipo de trabalho.

Um grande amigo nos disse (com muita propriedade): "Quem sabe manipular energia não precisa de sangue. Valem-se do sangue em trabalhos somente as pessoas e/ou entidades que não conhecem nada de manipulação energética ou de alquimia e, infelizmente, na sua grande maioria, não sabem o que estão fazendo. Note, caro amigo, que até um copo de água, quando bem trabalhado e energizado, terá o mesmo efeito que a mesma medida de sangue."

O que temos acompanhado "por aí" é que muitos praticantes da Umbanda têm misturado muitas coisas desta religião com o Candomblé, praticando então o que chamamos de umbandomblé, o que consideramos uma verdadeira aberração.

O Candomblé, assim como a Umbanda, são religiões criadas pelo astral, pela ordem divina. Esta umbandomblé é algo criado pelos homens de pouca capacidade de aprendizagem e desenvolvimento e nada tem a ver com o divino.

Vale-se esclarecer também o seguinte:

Quando se faz trabalho com uso de sangue, normalmente quem o faz direciona-o ou pedem aos Exús e Pombas-Gira.

A questão seria:

E os Exús e Pombas-Gira executam este trabalho com sangue???

A resposta é um grande SIM!!! Eles executam.

Notem que a expressão usada é "executam". Os Exús e Pombas-Giras são os executores da Lei e, como tal, executam o que lhe pedem, muitas vezes estando certos ou errados.

Exú não decide... Exú executa!!!

Daí, tem-se dois caminhos:

O Certo: nunca estarão, pois se na Umbanda não se usa sangue, não há porque executar trabalhos baseando-se no uso do sangue. Desta forma, estas entidades que aceitam o sangue para seus trabalhos não deveriam estar trabalhando na linha de Umbanda. Vale aqui um alerta para os médiuns que têm usado sangue em seus trabalhos de Umbanda! Certamente quem está errado neste caso é o médium e não a entidade. Forçando uma entidade a usar sangue em seus trabalhos estaremos forçando esta entidade à sua regressão.

O Errado: todos!!! É fato que na Umbanda não se usa sangue. Infelizmente é normal ver que alguns médiuns, mostrando total incapacidade e falta de conhecimento, tomam para si a "pseudo-capacidade" e principalmente gostam de mostrar que podem mais do que realmente podem e conhecem mais do que realmente conhecem, induzindo seu Exú ou Pomba-Gira a aceitar e trabalhar com o sangue. O que vai acontecer? Simples. O Exú ou Pomba-Gira será "rebaixado" e certamente será punido pelo que foi executado, pois se já lhe foi dada a permissão de trabalhar na linha de Umbanda, teria que saber que não deveria trabalhar com sangue. O médium certamente pagará muito caro. Deverá desta forma conhecer muito mais sobre a linha de trabalho da Umbanda, e quem cuidará disto? Certamente o Exú ou Pomba-Gira em questão, pois como são os executores da Lei eles mesmos terão de tratar da devida punição ao seu médium de trabalho.

Notem que o Exú é o executor e, como tal, também fará seu médium conhecer o erro que cometeu, e o fará pagar pelo que fez. Pagando aqui mesmo é que se chegará mais próximo ao conhecimento e ao perdão.

Infelizmente vê-se em diversas casas os médiuns "forçando" seus Exús a trabalharem com sangue. Isto certamente fará com que o Exú regrida e deixará seu progresso mais difícil e com um caminho mais longo. Da mesma forma para o médium.

Fazendo com que seu Exú trabalhe com sangue, você médium, estará atrasando o seu desenvolvimento e também o desenvolvimento de seu Exú, então será responsável pelo "atraso" dos dois. Pense nisso antes de manipular energias diversas como a do sangue.

Certa vez acompanhei uma questão abordada com um grande amigo Exú Serpente a respeito de corte na Umbanda, se isto é válido ou não. Como este Exú não tem "papas na língua" foi logo dizendo:

— "Filhos, quem precisa de sangue ou é vampiro ou é sangue-suga, então que tipo de espíritos vocês pretendem alimentar com sangue? Que tipo de espíritos exigem sangue? Coisa boa não há de ser. Espíritos realmente evoluídos não atentam contra a vida, a criação divina. Estes espíritos que estimulam o uso de sangue em trabalhos espirituais são, na verdade, espíritos vampirescos que induzem as pessoas a cometerem este absurdo de maneira muito inteligente."

— "Considerem ainda que não podemos atentar contra a vida do que quer que seja para tentar ajudar o próximo. Atentar contra a vida é atentar contra as leis divinas. Como poderia o Pai permitir que uma vida fosse tirada pelas nossas mãos para que outra fosse salva? Como poderia o Pai permitir que se lhe fosse destruída a vida que Ele construiu? Não estaríamos infringindo a própria lei de Deus? Quem somos nós para fazermos esse tipo de justiça? Se prezamos pela vida e pela natureza como manda a Lei de Umbanda por que tentamos sempre destruí-la em benefício de terceiros (mesmo que seja o próximo)?".

— "Não se deixem levar pelo conhecimento daqueles que o escondem, pois mironga de congá é a cortina que esconde o vazio".

Vale aqui o ditado: "Quem não pode com mandinga não carrega patuá, quem não sabe quebrar demanda não adianta ter congá!"

Maria Padilha

 
Salve Maria Padilha! 


Imunização Espiritual - Por Emmanuel



Se te decides, efetivamente, a imunizar o coração contra as influências do mal, é necessário te convenças:

Que todo minuto é chamamento de Deus à nossa melhoria e renovação;

Que toda pessoa se reveste de importância particular em nosso caminho;

Que o melhor processo de receber auxílio é auxiliar em favor de alguém;

Que a paciência é o principal ingrediente na solução de qualquer problema;

Que sem amor não há base firme nas construções espirituais;

Que o tempo gasto em queixa é furtado ao trabalho;

Que desprezar a simpatia dos outros, em nossa tarefa, é o mesmo que pretender semear um campo sem cogitar de lavrá-lo;

Que não existem pessoas perversas e sim criaturas doentes a nos requisitarem amparo e compaixão;

Que o ressentimento é sempre foco de enfermidade e desequilíbrio;

Que ninguém sabe sem aprender e ninguém aprende sem estudar;

E que, em suma, não basta pedir aos Céus, através da oração, para que baixem à Terra, mas também cooperar, através do serviço ao próximo, para que a Terra se eleve igualmente para os Céus.


Recebido espiritualmente por Francisco Cândido Xavier - Texto extraído do livro "Meditações Diárias" – Editora Ide.

Malandros na Umbanda



Os malandros podem ser considerados entidades regionais, já que grande parte de suas manifestações se dá no Rio de Janeiro. 

Malandros são entidades de Umbanda cultuada nesse estado e cujo maior representante é Zé Pelintra.

Em geral, os Malandros quando lhes é dada essa possibilidade, vestem-se de branco, com o sapato e chapéu combinando, adornados com detalhes em vermelho e raramente preto.

Existem algumas exceções e essa regra como é o caso do Malandro Zé Pretinho, que veste terno preto e bengala, e por isso é facilmente confundido com Exu. 

Ha também muitos Malandros que encarnam a figura do sambista, com camisa listrada e chapéu panamá.

Ha também mulatas, figuras femininas dos malandros, e as "Marias" entidades de nome mais populares. Muitas delas com histórias divulgadas além da Umbanda, como no caso da Rosa Palmeirão, citada em alguns livros de Jorge Amado, que hoje são entidades da linha dos malandros. 

Outras entidades que hoje também são tidas como malandros são provenientes da jurema e do catimbó, onde são mestres e encantados. 


Texto retirado do livro "Esquerda na Umbanda", de Janaina Azevedo Corral. 

Quer saber mais acesse: http://salveamalandragem.blogspot.com.br/
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A UMBANDA E O EVANGELHO DE JESUS

A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos guias e protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.

A Umbanda convida o homem a se transformar. Assim sendo, o consulente recebe esclarecimento sobre sua real condição de espírito imortal, ou seja, é levado a entender que é o único responsável pelas próprias escolhas, e que deve procurar progredir na escala evolutiva da vida, superando a si mesmo. Mas para transformar- se é preciso estar pronto para compreender as energias que serão manipuladas, porque elas trabalham com o ritmo interno. Ouvir a intuição é, portanto, ouvir a si próprio; é saber utilizar os recursos necessários que estão disponíveis para efetuar a mudança do estado de consciência.

Por isso, transformar significa reverter o apego em desapego, as faltas em fartura, a ingratidão e o ressentimento em perdão.. É não revidar o mal, mas sempre praticar o bem.

Dar sem esperar reconhecimento ou gratidão. A beleza da vida está justamente na “individualidade” , no ser único, criado por Deus para amar. E este ser único está ligado à coletividade pelos laços do coração e da evolução, a fim de aprender a compartilhar, respeitar, educar e ser feliz.

Somos o somatório dos nossos atos de ontem: por ter cometido inúmeros excessos, estamos conhecendo a escassez, ou melhor, sempre atuamos à margem, não conseguindo nos equilibrar no caminho reto, pois o processo de evolução é lento, não dá saltos, respeita o livre arbítrio, o grau de consciência e o merecimento de cada um.

A Umbanda pratica o Jesus consolador, e, silenciosamente, vai evangelizando pelo Brasil afora, levando Suas máximas: “A água mais límpida é a que corre no centro do rio, pois as margens sempre contêm impurezas”. “Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, porque o amanhã cuidará de si mesmo”, pois Ele nos envia o Seu amor incondicional, que não impõe condições, porque não julga, não cobra, apenas Se doa e espera pelo nosso despertar para as verdades espirituais, para o homem de bem que existe dentro de cada um de nós.

Quando Jesus se aproximou de João Batista, que, com os joelhos encobertos pela água do Rio Jordão, mais uma vez falava do Messias, ao olharem-se um ao outro, uma força poderosa instalou-se sobre todos os circunstantes. Jesus então aproximou-Se de João Batista, e este ajoelhou-se aos pés do cordeiro de Cristo. Mansamente Ele o levantou e agachou-Se sinalizando para que João O batizasse. Nesse instante único, vibraram intensamente sobre Jesus, no centro do seu chacra coronário, o Cristo Cósmico e todos os Orixás. Foi preciso que o Messias fosse “iniciado” por um mestre do amor na Terra, para que se completasse Sua união com o Pai, e ambos fossem um. Esse é um dos quadros históricos mais expressivos e simbólicos que avalizam os amacis na Umbanda.

Texto extraído do livro “Umbanda Pé no Chão – Um guia de estudos orientados pelo espírito Ramatís ( Editora Conhecimento) - recebido por e-mail enviado em 18/03/2009 por Mãe Vanessa Cabral - Dirigente do Templo Universalista Pena Branca (Filiada da T.U.Caboclo Pery)